terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Meu pessimismo, de mim pra mim e também pra todo mundo
A primeira anotação importante é: Deus não te ama. Não te ama porque ele não existe, exatamente. Se existisse também não amaria, afinal se amasse sua vida seria boa. Ou será que não? A questão é que não ama. A segunda coisa é: Você não é importante, não vai ser importante, não quer ser. Mas o que seria a importância do ser humano? Porra nenhuma, já que nem pra humanidade, um grupo de seres vivos destrutivo e sem razão nenhuma de existência, nem para a humanidade um ser humano consegue ser importante, na maioria das vezes. E também não vai ser rico! Isto é, se essa for sua noção de importante, também tire o cavalinho da chuva, porque não vai rolar! Eu mesmo não quero ser rico, acho meio perda de tempo, mas tem gente que quer e sabe.... Não vai ser!
Agora tem também aqueles que só querem se estabilizar, lutam e lutam para ter a tão famosa "estabilidade". Mas o que seria ela? Bem, pela luta que as pessoas travam deve ser algo importante, né? Assim, muito importante, ao ponto de as pessoas gastarem a vida inteira delas pensando em conseguir isso. Bem, o resultado que eu vejo é um monte de gente que trabalha pros outros 8 horas por dia, ganha um salário razoável e chega numa casa razoável de noite pra entupir a cabeça de algum entretenimento vazio como jogar video-game, entrar no facebook ou assistir novela. De fato a estabilidade parece ser um sonho incrível de se atingir, né?! A felicidade pura!! Só que não.
Então de onde vem o entusiasmo das pessoas? De seu trabalho duro pra fazer algo que há muitos que fazem melhor? Acho que não. Acho que vem da vontade delas de fazer sexo, Ora, vamos pensar bem... Quer encontrar um amor? Sexo. Quer dinheiro? Sexo. Quer estabilidade? Bem, quer uma rotina onde haja sexo! É sempre isso, sempre será, humanidade carregando sempre um legado de um bando de vermes pútridos que insistem que são importantes e significativos. Que querem dar nomes mais bonitos a sublimações infelizes de instintos, infelizes e trazedoras de infelicidades. Que desejam profundamente uma saída para um mundo onde... Onde o quê? O que seria um mundo perfeito, afinal? Alguns com certeza devem achar um mundo cheio de sexo e estabilidade...
E assim vamos, todos nós vermes pútridos carregando nossos mais profundos instintos, demandando a verdade e a sinceridade como pontos de partida enquanto somos os mais profundos mentirosos nojentos; levando a hipocrisia tão a sério que sequer sabemos o que é real; escolhendo a representação ao invés do real cem por cento do tempo, aliviando nossas frustrações em mais interpretações, cada vez mais complexas e intricadas umas nas outras, onde jogamos nosso video-game, damos nossas porradas e trepamos feito coelhos no cio, acreditando que isso é a felicidade mais pura... Quando não passam de escapes para que não pensemos na verdade máxima que gera esse buraco em nosso peito: Nossa vida e existência não faz sentido e a felicidade é, em última instância, inalcansável.
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Yan puto da vida
domingo, 9 de dezembro de 2012
Conto: Situações da vida...
"E essa aliança aí? Não to te conhecendo ein..." Ele disse rindo de leve. Parecia criança, fazendo essas perguntas como alguém que se importa, ou como alguém que me conhece. Eu só queria dar o fora, deixar aquele babaca a ver navios o mais depressa possível, mas os códigos de educação que nos são impostos desde a infância me obrigavam a ficar ali ouvindo aquele monte de merda. "Ah, tô namorando faz um tempo já, nada demais." Desconversei, buscava simplesmente uma forma de poder ir logo pra casa ou qualquer lugar, mas ele continuou com um típico "É gostosa?"... "Não tanto quanto a sua mãe" foi a resposta que me veio à cabeça, pior que nem assim ele iria embora, iria querer me bater e daí seria pior porque eu poderia acabar na delegacia após prestar o serviço social de espancar um inútil retardado desses.
Quando terminei a escola acreditei que havia chegado enfim o momento de liberdade onde eu não seria mais forçado a conviver com um bando de gente ignorante. Erro meu, os desgraçados ainda me reconhecem na rua e se aproveitam de minha cordialidade. Sempre me odiei por ser uma dessas pessoas legais que trata todo mundo bem, mesmo sem querer ou gostar de ninguém. Sabe, né, essas pessoas naturalmente sociáveis? Pois é, são tipo eu. "Ei, tá aí truta? Tu entrou numa brisa louca" ele me deu um empurrão no ombro. "NÃO ENCOSTA A MÃO EM MIM, ESCÓRIA." Foco, foco. Eu ri da forma menos amarela possível (o que já foi mais amarelo que o Sol) e disse que apenas estava pensando, ele ignorou e já me interpelou repetindo a pergunta tão imbecil: "É gostosa?" Não, pior que não é gostosa, se é isso que você está pensando. Magricela feito uma porta, acho que a bunda menos carnuda que eu já comi.
Aliás, essa sociabilidade que me odeio por ter acaba compensando quando é pra conseguir uma foda, as meninas acabam achando que eu sou legal e já vão logo abrindo as pernas mediante alguma conversa mole. Ah! Foco! Estava falando da bunda. Bunda de gaveta, dessas que não dá vontade de comer o cu da garota e ainda não tem peito. As coxinhas são pegáveis assim mas nada de especial. Ainda bem que é bonita, senão ia ser uma tábua feia. Mas eu talvez gostasse assim mesmo, sei lá.
"Sim, gostosa." Menti. Ele riu, "Aí sim!" e me deu um tapa nas costas. Desgraça, mas por que esses merdas têm de ser tão invasivos com o espaço individual das pessoas? Será que quando quer comer alguém já chega enfiando o pinto também?! Nesse ponto eu já comecei a ficar nervoso, o que é bem diferente de meu estado "de saco cheio" anterior. Só conseguia ficar criando teorias sobre como eu dispensaria aquele chato o mais rápido possível. E ele começou a divagar... "Eu tava pegando uma mina aí, também, mas daí..." Bla bla bla, enquanto estivesse apenas divagando assim, eu poderia simplesmente fingir estar prestando atenção enquanto que o ignorava, até que ouvi um "Não tô certo, cara?!" ri por dentro e disse "Sim, claro!"; tomara que ele não tenha dito "Você é um viado de bosta" antes. Ele sorriu com inocência e falou então algo que me assustou: "Você é truta, cara, é isso aí. Ainda bem que eu não tenho nada pra fazer, posso ficar trocando idéia contigo até umas hora..." Nesse momento entrei em desespero e comecei a pensar imediatamente sobre qual seria a desculpa mais crível para dar o fora dali.
Foi quando avistei minha tia, ao longe. Dessas tias gordas que a gente vê comprando alimentos gordurosos de vez em quando, no supermercado... Sim, estávamos no supermercado. Bem na porta, eu só ia comprar uns rolos de papel higiênico que faltavam em casa, esse cara parecia que só ia se consultar com um psicólogo. Acenei rápido para minha tia "TIA!!!" e dei um sorrisão. Ela sorriu de volta e chamou pelo meu nome. Movi as mãos como se enrolasse algo entre os dedos, sinalizando que queria conversar. Disse então pro lixo humano "Aí cara, vou lá com minha tia, tenho que falar com ela e vou aproveitar, já que eu encontrei ela aqui né... Melhor tu nem vir junto cara, 'cê não sabe como essa mulher é chata." Ele deu mais um pouco de risada e falou alto "Aahh firmesa! Qualquer hora nós se tromba aí, falou truta!" "Falou" eu finalizei cumprimentando-o com um aperto de mãos.
Fui até a gorda, que me beijou, abraçou e já foi me levando pelo ombro com ela pra dentro do supermercado "Nossa como você tá lindo ein, como vai sua mãe? E seu pai? Nossa tá calor né, vamos comprar sorvete, vai me contando!" Lamentei minha decisão precipitada e fui andando com ela.
----------------
É isso, LEVEMENTE auto-biográfico.
Quando terminei a escola acreditei que havia chegado enfim o momento de liberdade onde eu não seria mais forçado a conviver com um bando de gente ignorante. Erro meu, os desgraçados ainda me reconhecem na rua e se aproveitam de minha cordialidade. Sempre me odiei por ser uma dessas pessoas legais que trata todo mundo bem, mesmo sem querer ou gostar de ninguém. Sabe, né, essas pessoas naturalmente sociáveis? Pois é, são tipo eu. "Ei, tá aí truta? Tu entrou numa brisa louca" ele me deu um empurrão no ombro. "NÃO ENCOSTA A MÃO EM MIM, ESCÓRIA." Foco, foco. Eu ri da forma menos amarela possível (o que já foi mais amarelo que o Sol) e disse que apenas estava pensando, ele ignorou e já me interpelou repetindo a pergunta tão imbecil: "É gostosa?" Não, pior que não é gostosa, se é isso que você está pensando. Magricela feito uma porta, acho que a bunda menos carnuda que eu já comi.
Aliás, essa sociabilidade que me odeio por ter acaba compensando quando é pra conseguir uma foda, as meninas acabam achando que eu sou legal e já vão logo abrindo as pernas mediante alguma conversa mole. Ah! Foco! Estava falando da bunda. Bunda de gaveta, dessas que não dá vontade de comer o cu da garota e ainda não tem peito. As coxinhas são pegáveis assim mas nada de especial. Ainda bem que é bonita, senão ia ser uma tábua feia. Mas eu talvez gostasse assim mesmo, sei lá.
"Sim, gostosa." Menti. Ele riu, "Aí sim!" e me deu um tapa nas costas. Desgraça, mas por que esses merdas têm de ser tão invasivos com o espaço individual das pessoas? Será que quando quer comer alguém já chega enfiando o pinto também?! Nesse ponto eu já comecei a ficar nervoso, o que é bem diferente de meu estado "de saco cheio" anterior. Só conseguia ficar criando teorias sobre como eu dispensaria aquele chato o mais rápido possível. E ele começou a divagar... "Eu tava pegando uma mina aí, também, mas daí..." Bla bla bla, enquanto estivesse apenas divagando assim, eu poderia simplesmente fingir estar prestando atenção enquanto que o ignorava, até que ouvi um "Não tô certo, cara?!" ri por dentro e disse "Sim, claro!"; tomara que ele não tenha dito "Você é um viado de bosta" antes. Ele sorriu com inocência e falou então algo que me assustou: "Você é truta, cara, é isso aí. Ainda bem que eu não tenho nada pra fazer, posso ficar trocando idéia contigo até umas hora..." Nesse momento entrei em desespero e comecei a pensar imediatamente sobre qual seria a desculpa mais crível para dar o fora dali.
Foi quando avistei minha tia, ao longe. Dessas tias gordas que a gente vê comprando alimentos gordurosos de vez em quando, no supermercado... Sim, estávamos no supermercado. Bem na porta, eu só ia comprar uns rolos de papel higiênico que faltavam em casa, esse cara parecia que só ia se consultar com um psicólogo. Acenei rápido para minha tia "TIA!!!" e dei um sorrisão. Ela sorriu de volta e chamou pelo meu nome. Movi as mãos como se enrolasse algo entre os dedos, sinalizando que queria conversar. Disse então pro lixo humano "Aí cara, vou lá com minha tia, tenho que falar com ela e vou aproveitar, já que eu encontrei ela aqui né... Melhor tu nem vir junto cara, 'cê não sabe como essa mulher é chata." Ele deu mais um pouco de risada e falou alto "Aahh firmesa! Qualquer hora nós se tromba aí, falou truta!" "Falou" eu finalizei cumprimentando-o com um aperto de mãos.
Fui até a gorda, que me beijou, abraçou e já foi me levando pelo ombro com ela pra dentro do supermercado "Nossa como você tá lindo ein, como vai sua mãe? E seu pai? Nossa tá calor né, vamos comprar sorvete, vai me contando!" Lamentei minha decisão precipitada e fui andando com ela.
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É isso, LEVEMENTE auto-biográfico.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Otakus metidos a intelectuais...
Sabem, eu não sou intelectual, não me acho intelectual e, principalmente, não considero "intelectual" um insulto, como muitas pessoas. Acho que intelectuais são pessoas com senso crítico acima da média, que buscam apreciar arte e ciências humanas com maior profundidade que as pessoas "comuns", digamos assim, o fazem. Um intelectual de música, não ouve uma música simplesmente para se emocionar ou porque ela o faz sentir bem, ele a ouve para analisá-la e buscar a individualidade humana expressada na arte ali, buscando compreender o que está dentro e subentendido nela, tanto em seu contexto cultural-social, quanto em seu contexto propriamente musical. Um intelectual, portanto, pode se entendido como uma pessoa que lê bastante, compreende e critica o que lê (no grosso, claro, não é que uma pessoa que não lê muito não possa ser intelectual, ou uma pessoa que lê muito automaticamente se torne um). Resumindo, se trataria de uma pessoa entendida de vários assuntos, especialmente aqueles relacionados a arte e ciências humanas.
Claro, animação e literatura pode indiscutivelmente ser arte. E pode ser criticada por um intelectual. O problema começa quando alguém que não é capaz de fazê-lo, decide se meter a ser intelectual e fazê-lo. "Mas então só intelectuais podem ser críticos?! Que absurdo!" Não, não é isso que eu quero dizer, mas para criticar algo com certa propriedade crítica você tem que ter um certo conhecimento, correto? Conhecimento que os otakus NÃO TÊM. Não adianta, eles realmente não têm o conhecimento para criticar um anime/mangá da forma como costumam fazê-lo. Podem me xingar, otakus, mas a verdade é essa. Graças a isso e ao conhecimento dessa questão que alguns otakus possuem, surge uma aberração da natureza humana social, que é o otaku-intelectual!
Mas o que seria um otaku intelectual? Bem, muitos que lêem este texto devem pensar "Ora, é uma pessoa com a definição de intelectual que gosta de animes e mangás, além de cultura japonesa." O problema, é que você que está lendo se enganou se pensou isso! Porque uma pessoa que gosta de cultura japonesa, animes e mangás, NÃO É um otaku (eu mesmo gosto muito). Porque para ser otaku, o primeiro passo é ser retardado e apreciar algo japonês (ou hoje em dia, também, coreano), apenas por ser japonês, se é que entendem o que eu digo. Como diz um amigo meu, que eu não vou citar o nome, se a última moda no Japão, fosse comer merda, os otakus diriam "Nyaaaaaaaaaaa cocô!!! *--* Que kawaiii esse cocozão!!! *_* Vamos comer muito cocô hoje! XDDDDD E depois beijar muito!! (*3*)" (E se anglicismos já são feios sendo que somos bombardeados com a cultura estadunidense desde o nascimento, o que dizer de "niponismos" em nossa língua?!). Otakus simplesmente dizem pérolas que atacam ao bom senso, como "Não curto ler livros, só mangá." ou "Anime não é desenho" ou ainda pior "Não curto tal música porque só gosto de música em japonês." (essas aí doem até na alma, mas tem muito mais de onde elas vieram). Mas ocorre a fusão do pseudo-intelectual, com o otaku, é que temos as grandes pérolas. Pois o otaku-intelectual, não é simplesmente um otaku perolador qualquer...
Um otaku intelectual pode ser muito mais perigoso. Porque ele é um otaku que se acha inteligente, bem informado e superior aos outros otakus, quando, na verdade, ele sabe (e pensa) apenas aquilo que está ao alcance de todos os outros otakus, ou seja, nada! Um otaku intelectual, apenas leu resumos de livros (e somente aqueles que foram referenciados em algum mangá/anime) na wikipedia. Um otaku intelectual acredita que música intelectual é música erudita, apenas por ser; e só ouve as obras de música que tocaram na trilha de algum anime. Também se acha intelectual, por conhecer muito da cultura de outro país, mas não a clássica ou tradicional, mas sim a moderna e industrial; e é de um país só: O Japão. Também nunca vê um filme que não tenha sido referenciado em algum anime/mangá; e quando vê algum filme bom que o foi, não o entende além daquilo que o anime/mangá referencia. Acho que já deu pra entender o que é um otaku intelectual, né? E aí é que surgem pérolas, como "Anime tal, inventou tal clichê." (referindo-se a algum clichê que tenha sido inventado séculos antes) ou "As obras de tal banda de jrock, são comparáveis a Bach." OU "Gostaria de viver no Japão, pois é a nação onde as pessoas são mais livres" (nossa essa é pra pular dum prédio) OU AINDA "Os personagens de Naruto são muito bem construídos e originais" (tá, essa eu nunca ouvi, talvez não exista alguém est´pido o suficiente para dizer isso).
Enfim, não vou concluir o post com nada, pois ele foi de cunho humorístico. Mas espero que tenha rendido boas risadas a todos os que não gostam dos otakus intelectuais.
Se você gosta de animes e mangás, mas sabe ler um livro, apreciar um filme e ouvir música não-oriental (classic rock e variações do metal não contam); e se classifica como "otaku", não se ofenda com meu texto, afinal você não é otaku, mas sim uma pessoa normal que gosta de animes e mangás; e não um otaku.
A palavra "otaku", em japonês, é um instulto e significa "pessoa bitolada em alguma coisa" e ser bitolado não é um elogio, caso você não saiba, é ser um babaca, que só pensa em algo, ignorando o resto do mundo. Não é algo bom, ou motivo de orgulho. Os otakus brasileiros, que SABEM do significado dessa palavra, afirmam que ela assumiu um contexto diferente no ocidente e, portanto, que ela se refere apenas a fãs de animes e mangás. MAS O QUE SE VÊ, é outra história, pois o que se vê, é a palavra designando pessoas bitoladas.
Observação: Por mais que eu insulte e denigra os otakus, não significa que eu ache que devam morrer ou algo assim. Sou, inclusive, amigo de muitos.
Observação 2: Também por mais que eu insulte e denigra os otakus, nunca o farei com as palavras "virgem", "forever alone", "friendzone", ou o raio que o parta, pois sei que os otakus e as otakas (porque "otome" eu não vou usar) são muito safados e metelões, assim como o povo japonês.
Arigato e saionara. *desaparece como um ninja*
Claro, animação e literatura pode indiscutivelmente ser arte. E pode ser criticada por um intelectual. O problema começa quando alguém que não é capaz de fazê-lo, decide se meter a ser intelectual e fazê-lo. "Mas então só intelectuais podem ser críticos?! Que absurdo!" Não, não é isso que eu quero dizer, mas para criticar algo com certa propriedade crítica você tem que ter um certo conhecimento, correto? Conhecimento que os otakus NÃO TÊM. Não adianta, eles realmente não têm o conhecimento para criticar um anime/mangá da forma como costumam fazê-lo. Podem me xingar, otakus, mas a verdade é essa. Graças a isso e ao conhecimento dessa questão que alguns otakus possuem, surge uma aberração da natureza humana social, que é o otaku-intelectual!
Mas o que seria um otaku intelectual? Bem, muitos que lêem este texto devem pensar "Ora, é uma pessoa com a definição de intelectual que gosta de animes e mangás, além de cultura japonesa." O problema, é que você que está lendo se enganou se pensou isso! Porque uma pessoa que gosta de cultura japonesa, animes e mangás, NÃO É um otaku (eu mesmo gosto muito). Porque para ser otaku, o primeiro passo é ser retardado e apreciar algo japonês (ou hoje em dia, também, coreano), apenas por ser japonês, se é que entendem o que eu digo. Como diz um amigo meu, que eu não vou citar o nome, se a última moda no Japão, fosse comer merda, os otakus diriam "Nyaaaaaaaaaaa cocô!!! *--* Que kawaiii esse cocozão!!! *_* Vamos comer muito cocô hoje! XDDDDD E depois beijar muito!! (*3*)" (E se anglicismos já são feios sendo que somos bombardeados com a cultura estadunidense desde o nascimento, o que dizer de "niponismos" em nossa língua?!). Otakus simplesmente dizem pérolas que atacam ao bom senso, como "Não curto ler livros, só mangá." ou "Anime não é desenho" ou ainda pior "Não curto tal música porque só gosto de música em japonês." (essas aí doem até na alma, mas tem muito mais de onde elas vieram). Mas ocorre a fusão do pseudo-intelectual, com o otaku, é que temos as grandes pérolas. Pois o otaku-intelectual, não é simplesmente um otaku perolador qualquer...
Um otaku intelectual pode ser muito mais perigoso. Porque ele é um otaku que se acha inteligente, bem informado e superior aos outros otakus, quando, na verdade, ele sabe (e pensa) apenas aquilo que está ao alcance de todos os outros otakus, ou seja, nada! Um otaku intelectual, apenas leu resumos de livros (e somente aqueles que foram referenciados em algum mangá/anime) na wikipedia. Um otaku intelectual acredita que música intelectual é música erudita, apenas por ser; e só ouve as obras de música que tocaram na trilha de algum anime. Também se acha intelectual, por conhecer muito da cultura de outro país, mas não a clássica ou tradicional, mas sim a moderna e industrial; e é de um país só: O Japão. Também nunca vê um filme que não tenha sido referenciado em algum anime/mangá; e quando vê algum filme bom que o foi, não o entende além daquilo que o anime/mangá referencia. Acho que já deu pra entender o que é um otaku intelectual, né? E aí é que surgem pérolas, como "Anime tal, inventou tal clichê." (referindo-se a algum clichê que tenha sido inventado séculos antes) ou "As obras de tal banda de jrock, são comparáveis a Bach." OU "Gostaria de viver no Japão, pois é a nação onde as pessoas são mais livres" (nossa essa é pra pular dum prédio) OU AINDA "Os personagens de Naruto são muito bem construídos e originais" (tá, essa eu nunca ouvi, talvez não exista alguém est´pido o suficiente para dizer isso).
Enfim, não vou concluir o post com nada, pois ele foi de cunho humorístico. Mas espero que tenha rendido boas risadas a todos os que não gostam dos otakus intelectuais.
Se você gosta de animes e mangás, mas sabe ler um livro, apreciar um filme e ouvir música não-oriental (classic rock e variações do metal não contam); e se classifica como "otaku", não se ofenda com meu texto, afinal você não é otaku, mas sim uma pessoa normal que gosta de animes e mangás; e não um otaku.
A palavra "otaku", em japonês, é um instulto e significa "pessoa bitolada em alguma coisa" e ser bitolado não é um elogio, caso você não saiba, é ser um babaca, que só pensa em algo, ignorando o resto do mundo. Não é algo bom, ou motivo de orgulho. Os otakus brasileiros, que SABEM do significado dessa palavra, afirmam que ela assumiu um contexto diferente no ocidente e, portanto, que ela se refere apenas a fãs de animes e mangás. MAS O QUE SE VÊ, é outra história, pois o que se vê, é a palavra designando pessoas bitoladas.
Observação: Por mais que eu insulte e denigra os otakus, não significa que eu ache que devam morrer ou algo assim. Sou, inclusive, amigo de muitos.
Observação 2: Também por mais que eu insulte e denigra os otakus, nunca o farei com as palavras "virgem", "forever alone", "friendzone", ou o raio que o parta, pois sei que os otakus e as otakas (porque "otome" eu não vou usar) são muito safados e metelões, assim como o povo japonês.
Arigato e saionara. *desaparece como um ninja*
sábado, 13 de outubro de 2012
Luzes dançarinas
Andava por aquela rua, aquela dos bares, observando vez ou outra as luzes quentes que coexistiam de forma tão pacífica com o ambiente que horas atrás fora caótico, mas onde agora só observavam-se uma meia dúzia de gatos pingados, aqueles que adiariam o momento da volta para casa ao máximo, sempre acompanhados de um ou dois amigos e também de esperanças, iguais às suas, de conseguir encontrar alguma alma gêmea de interesses passageiros. Os reflexos daquelas mesmas luzes nas possas d'água pareciam dançar de vez em quando, como se ouvissem alguma melodia à lá Dexter Gordon, enquanto as mentes daqueles que ainda residiam na rua apenas acompanhavam a melodia de seus interesses, que no fundo sabiam que eram fúteis, mas os perseguiam mesmo assim. E assim seguia em linha reta, sozinho, observando aquele movimento de uma orquestra tão caótica quanto poderia ser, regida por um maestro invisível e talvez inexistente. E assim seguia em linha reta, o cigarro já acabava junto com a noite, que estava finda no momento em que se iniciou, pois ninguém sai à noite sozinho. E riu. Riu para não chorar ou apenas para identificar-se com algo. Riu de sarcasmo, ou qualquer coisa que pudesse tornar menos trágica sua situação. Passando em frente a uma porta espelhada, riu até de sua aparência, lá pros trinta e cinco, alto demais, o casaco bege de andar de moto batido, acompanhado por aquele jeans que usava desde a adolescência e um par de sapados sociais bicudos que não combinavam em nada com resto. Riu também de seu cabelo, que parecia tão vivo pelo gel no começo da noite e agora já era enrolado e desgrenhado de novo. E também riu do fato de conseguir andar, apesar das várias cervejas que já haviam acariciado sua garganta àquelas altas horas.
Tirando os olhos do espelho, viu ao longe, enquanto ali estava parado, uma gordinha. A falta dos óculos apenas lhe permitiu enxergar na moça essa característica negativa, além da baixa estatura. No que ela se aproxiumou teria notado como era feia, mas aproveitou de seu estado etílico para ignorar isso. E ela então acidentalmente, enquanto andava rápido, esbarrou. E pediu desculpas, que ele ignorou como se fossem avisos de mãe, mas para sua surpresa ela continuou, dando explicações e puxando assunto, rindo de leve, demonstrando aquele interesse que as mulheres pensam ser sutil e os homens pensam ser sexo garantido, dizendo aquelas palavras que as mulheres fingem ser importantes e os homens fingem dar atenção. E não demorou.
Não demorou para que estivessem entretidos em suas bocas na parede, sem muita enrolação, mãos procurando aquilo que sabiam que estava lá e logo estavam já em outro lugar, não as mãos, mas aqueles dois. Em algum lugar mais isolado, onde aconteciam introduções familiares a todos e satisfações de interesses que são tão egoístas que acabam por desenvolver um certo altruísmo bizarro. E depois, quando ambos já estavam há muito satisfeitos, os corpos cansados e as mentes indispostas, foi quando ele se deu conta que já amanhecera tempos antes, e que as luzes não dançavam mais as melodias de Dexter Gordon no meio das poças d'água; e também que os bêbados, drogados, mendigos e gatos pingados já todos haviam deixado o local, ou ao menos suas consciências. E que ele também já não estava lá, mas estava em sua casa já, sequer lembrando-se direito da noite que cruzara feito um passageiro anônimo de um trem que não vai a lugar algum. E dormiu em sua cama, onde a gordinha também não estava, afinal não fora ali que fizeram sexo - e não amor - mas sim em algum quarto de algum motel barato. E ele riu de novo, pra não chorar, dessa vez foi aquele último riso perdido em pensamentos antes da chegada de um sono tão adiado que veio como pedra, como o sono da morte mas que não era morte, na prévia de um domingo que já se iniciaria para ele durante a tarde.
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É gente, como percebem, agora que eu voltei o blog mudou um pouco, estarei, além das postagens mais pessoais, postando mais ficção e poemas. É isso aí, não significa que não postarei coisas como as de antes aqui, só que a frequência será menor.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Incerteza
Como é cruel
a incerteza.
Incerteza de um futuro
incerto.
Incerteza de se achar
esperto.
Vida que flui,
sozinha.
Companhia nula nessa
incerteza minha.
Intelecto, artístico e proativo:
Sublimações.
Destino não é montável
como "Lego".
Vem de presença furtiva
e em curso cego.
Onde? Quando? Por quê?!
Fazer o quê?!
E da morte, como em filme,
não se escapa.
E divindades também fazem
Silêncio.
Danse Macabre que leva todos
às trevas, incertas.
Olhares, situações e credos árduos.
Desejos escondidos, que
não possuem firmeza, ou
realização duradoura.
E tornam-se assim, fardos!
Mesmo quando irrestritos - vê?!
Incerto eu, que líquido sou...
Moderno fui, outrora.
Como é cruel
a incerteza,
que torna-se dádiva
e maldição,
que gera a fé, o amor,
a ação e a reação;
que é presente na vida,
mãe biológica da sorte e, ainda,
mais presente - sempre!
na morte.
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Poemas horríveis da minha mente insana
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
De volta?
Faz um tempão que eu não posto aqui. Pra falar a verdade eu achei que não ia postar nunca mais. Mas como em todos os aspectos da vida, as decisões que tomamos sobre blogs que ninguém lê também tendem a ser modificadas com o passar do tempo. Eu ia ficar só no vlog, mas sinceramente, ali é uma forma de expressão diferente da que eu tenho aqui e por isso acho melhor ficar por aqui também... Fora isso minha câmera quebrou.
E não pra "reabrir com chave de ouro" mas simplesmente porque eu assim desejo, eu vou escrever as reflexões que me ocorriam no momento em que decidi escrever isso. O negócio é que eu saí do Facebook. Eu poderia dar uma série de razões para o porquê de eu ter saído, mas a maioria delas eu já escrevi na postagem que, por coincidência, vai ficar bem embaixo dessas (apesar do intervalo de tempo enorme entre elas). Mas enfim, eu saí. E agora eu estou aqui de madrugada e não tem ninguém. Eu estou acordado, no computador, à toa, sem querer dormir. E por quê eu não quero dormir? Talvez, acho, porque eu não quero que chegue amanhã, ou que acabe hoje e eu não tenha feito nada, não tenha me divertido ou "aproveitado" o tempo o bastante. Então eu fico aqui e essas reflexões me atingem no momento em que a realidade bate à porta e eu noto o quanto as coisas parecem diferentes de dois, talvez três anos atrás. Porque naquela época, em qualquer época do ano, sempre havia alguém no MSN pra conversar de madrugada, a noite toda. Sim, pode parecer idiota (e é), mas isso fazia a diferença, porque hoje eu abro essa janelinha e não vejo mais aquelas pessoas; e não há pessoas novas para substituí-las, há no máximo pessoas cujo contato não tenho a tanto tempo que as novidades deixam de ser novidades para perder o seu ponto discutível, ou simplesmente pessoas com quem uma conversa não fluiria porque não se tem muito o que falar. E essas são pessoas que eu gosto, imagine aquelas que eu não gosto...
Parece que antigamente, mesmo que digital, desejava-se mais um contato profundo, ter uma conversa, uma relação. Hoje, mesmo que as pessoas não percebam, parece que não há mais isso. Parece que só interessa-se por fatias de tempo tão irrisórias que não são mais lembradas no momento em que se tornam passado. Ou algo assim. Eu estou escrevendo enquanto reflito, então pode ser que as coisas que passam por minha cabeça só façam sentido nela. Não vou revisar isso aqui. Eu apenas sinto falta de ter um contato tão profundo e duradouro, que hoje se perdeu em meio à maré de drogas ideológicas digitais e momentâneas. De vez em quando encontramos aquelas pessoas e aí esse contato acontece, mas com que frequência?! Por que não é mais todos os dias, porque não dá mais pra falar sério com ninguém, ter uma conversa de verdade...
Eu sinto como se o tempo agora passasse mais rápido porque agora é apenas uma ilusão de satisfações que não satisfazem de verdade. Eu não treino artes marciais ou faço sexo porque é divertido, ou pra passar o tempo. Eu os faço porque eu careço de um contato verdadeiramente profundo, humano e duradouro, que hoje se tornou apenas um clichê para admirarmos em algumas dessas diversões momentâneas.
E não pra "reabrir com chave de ouro" mas simplesmente porque eu assim desejo, eu vou escrever as reflexões que me ocorriam no momento em que decidi escrever isso. O negócio é que eu saí do Facebook. Eu poderia dar uma série de razões para o porquê de eu ter saído, mas a maioria delas eu já escrevi na postagem que, por coincidência, vai ficar bem embaixo dessas (apesar do intervalo de tempo enorme entre elas). Mas enfim, eu saí. E agora eu estou aqui de madrugada e não tem ninguém. Eu estou acordado, no computador, à toa, sem querer dormir. E por quê eu não quero dormir? Talvez, acho, porque eu não quero que chegue amanhã, ou que acabe hoje e eu não tenha feito nada, não tenha me divertido ou "aproveitado" o tempo o bastante. Então eu fico aqui e essas reflexões me atingem no momento em que a realidade bate à porta e eu noto o quanto as coisas parecem diferentes de dois, talvez três anos atrás. Porque naquela época, em qualquer época do ano, sempre havia alguém no MSN pra conversar de madrugada, a noite toda. Sim, pode parecer idiota (e é), mas isso fazia a diferença, porque hoje eu abro essa janelinha e não vejo mais aquelas pessoas; e não há pessoas novas para substituí-las, há no máximo pessoas cujo contato não tenho a tanto tempo que as novidades deixam de ser novidades para perder o seu ponto discutível, ou simplesmente pessoas com quem uma conversa não fluiria porque não se tem muito o que falar. E essas são pessoas que eu gosto, imagine aquelas que eu não gosto...
Parece que antigamente, mesmo que digital, desejava-se mais um contato profundo, ter uma conversa, uma relação. Hoje, mesmo que as pessoas não percebam, parece que não há mais isso. Parece que só interessa-se por fatias de tempo tão irrisórias que não são mais lembradas no momento em que se tornam passado. Ou algo assim. Eu estou escrevendo enquanto reflito, então pode ser que as coisas que passam por minha cabeça só façam sentido nela. Não vou revisar isso aqui. Eu apenas sinto falta de ter um contato tão profundo e duradouro, que hoje se perdeu em meio à maré de drogas ideológicas digitais e momentâneas. De vez em quando encontramos aquelas pessoas e aí esse contato acontece, mas com que frequência?! Por que não é mais todos os dias, porque não dá mais pra falar sério com ninguém, ter uma conversa de verdade...
Eu sinto como se o tempo agora passasse mais rápido porque agora é apenas uma ilusão de satisfações que não satisfazem de verdade. Eu não treino artes marciais ou faço sexo porque é divertido, ou pra passar o tempo. Eu os faço porque eu careço de um contato verdadeiramente profundo, humano e duradouro, que hoje se tornou apenas um clichê para admirarmos em algumas dessas diversões momentâneas.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Rede... "Social"?
(Tema sugerido pelo meu mano Daniel.)
Esse post tá atrasado, mas agora com as aulas tenho menos tempo que antes, portanto acho que é compreensível né?
O que quero falar hoje, é sobre como as pessoas usam as redes sociais como um escapismo para a realidade. Mas antes, quero falar umas outras coisas. A primeira, é sobre um diálogo que tive ontem com meu primo, que veio a calhar. Mencionei um livro intitulado "Why people play video-games" e então falei sobre ter uma outra vida e compensação pela realidade fútil e ridícula em que perdemos nossa individualidade e somos alienados a cada passo e respiração. Então ele fez uma cara de "É... Compensação, mesmo né =/" e disse "Why people watch movies, why people go to night clubs, why people do drugs..." e fui obrigado a concordar. No entanto, tenho que dizer que acredito que, apesar de ser escapismo e compensação pela realidade a causa da difusão das redes sociais, não acredito que elas se enquadrem nessa mesma categoria. Pelo simples motivo que são uma pseudo-realidade, porém ligada à vida social real.
Acontece que são um misto de ambas as realidades, pois podemos nunca conhecer 90% daqueles chamados "amigos". Claro que podemos fazer grandes amizades, etc, no entanto é fundamental ressaltar o tom de escapismo que as redes sociais oferecem. Pois a realidade social só será conectada a elas se o usuário assim quiser, tendo em vista que pode ser alguém completamente diferente de seu eu real ali. A realidade não compensa para a maioria das pessoas, no entanto acho que o âmbito das redes sociais é justamente o fato de que fazem o usuário acreditar na realidade que supostamente representam.
Lembro que antes de o Felipe Neto virar estrelinha (mas quando já caminhava nessa direção), ele fez um video muito criticado pelo simples fato de não ter graça, mas que eu achei genial. Nele, ele interpretava o que para ele é a visão do futuro de nossa geração, uma pessoa completamente alienada por esse escapismo falsamente real, falsamente social. O que se pode enxergar nesses acúmulos de números e fúteis interações, não é uma maior interação social entre as pessoas, mas a diminuição da mesma! As chamadas redes sociais, tornam-se sua própria antítese, redes anti-sociais! E aí sim, tornam-se uma fuga total da realidade que as compõe.
Outra questão que vale abordar, é a da Identidade. Digamos, por exemplo que Novinha é destruída socialmente, torna-se um objeto pelo próprio meio social que frequenta (se é que me entendem), ainda por cima alienada pelos estudos e pelo trabalho que só lhe compensam pelo ganho que vai gastar aos finais de semana, estes por sua vez que apenas a tornam mais ainda um objeto. Novinha então busca numa rede social o escapismo que precisava para construir sua própria (ilusão de) identidade. Lá, Novinha se torna alguém, com seus caracolhecentos amigos, alguém importante, conhecida, com sua própria página, seu próprio visual. Lá Novinha existe socialmente. E vocês acham que Novinha vai preferir a realidade social em que não existe, é ninguém, ou a irrealidade social em que acredita existir e ter a própria Identidade?
Escapismo sequer é a palavra certa para descrever o fenômeno das redes sociais, pois não é apenas de uma válvula de escape que falamos, mas sim de uma compensação, uma quase que total substituição da realidade, que encontra-se dentro dela própria. Não bastasse isso, ainda é como o álcool ou o cigarro, um escapismo socialmente aceitável. Ninguém se importa com os fatores que citei acima (por mais óbvios que sejam), pois todo mundo tem, é algo comum e tudo aquilo que é comum nunca tem problema, é sempre aceitável.
Por fim, ainda tenho obrigação de tratar de uma questão importante, a parte das redes sociais que lembra a chamada gamefication. Pra quem não sabe, é a adição de aspectos oriundos de jogos eletrônicos, onde eles não existem (e por muitas vezes não deveriam, mesmo, existir). Um exemplo de gamefication da realidade seria ganharmos pontos por cozinhar ou escovar os dentes, por exemplo. Pretendo fazer um post somente sobre esse assunto no futuro, mas vou usar como referência para outra expressão: a netfication. Durante todo esse post eu mencionei como as redes sociais são ligadas à realidade pela qual tentam compensar, mas o problema é quando elas (sendo uma pseudo-realidade) sucedem nisso. As interações sociais, então, que antes aconteceriam de forma natural e pessoal, acabam por ocorrer com o auxílio de uma ferramenta tão destrutiva. Um exemplo seria a menção ao fato de que, ao mandar uma certa interação (digamos, um "Curtir" no facebook, um "Reply" no twitter ou qualquer coisa assim), ficam implícitos valores de uma interação. Quando, claro, as interações sociais são impossíveis, dadas a distância ou qualquer coisa assim, as redes sociais se tornam ferramentas sociais, sim. No entanto, quando as interações reais são possíveis, por exemplo, quando Novinha poderia dar uma indireta para Cachorro durante o rolê de sábado, Novinha prefere colocar essa indireta digitalmente, pois está mais acostumada com a interação social de uma representação falsa de realidade, do que com aquela real. Isso que eu chamo de netfication, não era necessário o aspecto da rede social na situação, mas mesmo assim ele aparece apenas para torná-la mais interessante mediante o simples fato de não ser a própria vida, e sim um medium digital para as interações desta. Um comportamento ilógico dentre tantos, não?
Vou parar por aqui, espero que tenha sido uma leitura decente. Desculpem pela demora e pela falta de imagens, mas foi meio corrida essa semana. Fiquem com essa música que acho legal pra cacete.
Esse post tá atrasado, mas agora com as aulas tenho menos tempo que antes, portanto acho que é compreensível né?
O que quero falar hoje, é sobre como as pessoas usam as redes sociais como um escapismo para a realidade. Mas antes, quero falar umas outras coisas. A primeira, é sobre um diálogo que tive ontem com meu primo, que veio a calhar. Mencionei um livro intitulado "Why people play video-games" e então falei sobre ter uma outra vida e compensação pela realidade fútil e ridícula em que perdemos nossa individualidade e somos alienados a cada passo e respiração. Então ele fez uma cara de "É... Compensação, mesmo né =/" e disse "Why people watch movies, why people go to night clubs, why people do drugs..." e fui obrigado a concordar. No entanto, tenho que dizer que acredito que, apesar de ser escapismo e compensação pela realidade a causa da difusão das redes sociais, não acredito que elas se enquadrem nessa mesma categoria. Pelo simples motivo que são uma pseudo-realidade, porém ligada à vida social real.
Acontece que são um misto de ambas as realidades, pois podemos nunca conhecer 90% daqueles chamados "amigos". Claro que podemos fazer grandes amizades, etc, no entanto é fundamental ressaltar o tom de escapismo que as redes sociais oferecem. Pois a realidade social só será conectada a elas se o usuário assim quiser, tendo em vista que pode ser alguém completamente diferente de seu eu real ali. A realidade não compensa para a maioria das pessoas, no entanto acho que o âmbito das redes sociais é justamente o fato de que fazem o usuário acreditar na realidade que supostamente representam.
Lembro que antes de o Felipe Neto virar estrelinha (mas quando já caminhava nessa direção), ele fez um video muito criticado pelo simples fato de não ter graça, mas que eu achei genial. Nele, ele interpretava o que para ele é a visão do futuro de nossa geração, uma pessoa completamente alienada por esse escapismo falsamente real, falsamente social. O que se pode enxergar nesses acúmulos de números e fúteis interações, não é uma maior interação social entre as pessoas, mas a diminuição da mesma! As chamadas redes sociais, tornam-se sua própria antítese, redes anti-sociais! E aí sim, tornam-se uma fuga total da realidade que as compõe.
Outra questão que vale abordar, é a da Identidade. Digamos, por exemplo que Novinha é destruída socialmente, torna-se um objeto pelo próprio meio social que frequenta (se é que me entendem), ainda por cima alienada pelos estudos e pelo trabalho que só lhe compensam pelo ganho que vai gastar aos finais de semana, estes por sua vez que apenas a tornam mais ainda um objeto. Novinha então busca numa rede social o escapismo que precisava para construir sua própria (ilusão de) identidade. Lá, Novinha se torna alguém, com seus caracolhecentos amigos, alguém importante, conhecida, com sua própria página, seu próprio visual. Lá Novinha existe socialmente. E vocês acham que Novinha vai preferir a realidade social em que não existe, é ninguém, ou a irrealidade social em que acredita existir e ter a própria Identidade?
Escapismo sequer é a palavra certa para descrever o fenômeno das redes sociais, pois não é apenas de uma válvula de escape que falamos, mas sim de uma compensação, uma quase que total substituição da realidade, que encontra-se dentro dela própria. Não bastasse isso, ainda é como o álcool ou o cigarro, um escapismo socialmente aceitável. Ninguém se importa com os fatores que citei acima (por mais óbvios que sejam), pois todo mundo tem, é algo comum e tudo aquilo que é comum nunca tem problema, é sempre aceitável.
Por fim, ainda tenho obrigação de tratar de uma questão importante, a parte das redes sociais que lembra a chamada gamefication. Pra quem não sabe, é a adição de aspectos oriundos de jogos eletrônicos, onde eles não existem (e por muitas vezes não deveriam, mesmo, existir). Um exemplo de gamefication da realidade seria ganharmos pontos por cozinhar ou escovar os dentes, por exemplo. Pretendo fazer um post somente sobre esse assunto no futuro, mas vou usar como referência para outra expressão: a netfication. Durante todo esse post eu mencionei como as redes sociais são ligadas à realidade pela qual tentam compensar, mas o problema é quando elas (sendo uma pseudo-realidade) sucedem nisso. As interações sociais, então, que antes aconteceriam de forma natural e pessoal, acabam por ocorrer com o auxílio de uma ferramenta tão destrutiva. Um exemplo seria a menção ao fato de que, ao mandar uma certa interação (digamos, um "Curtir" no facebook, um "Reply" no twitter ou qualquer coisa assim), ficam implícitos valores de uma interação. Quando, claro, as interações sociais são impossíveis, dadas a distância ou qualquer coisa assim, as redes sociais se tornam ferramentas sociais, sim. No entanto, quando as interações reais são possíveis, por exemplo, quando Novinha poderia dar uma indireta para Cachorro durante o rolê de sábado, Novinha prefere colocar essa indireta digitalmente, pois está mais acostumada com a interação social de uma representação falsa de realidade, do que com aquela real. Isso que eu chamo de netfication, não era necessário o aspecto da rede social na situação, mas mesmo assim ele aparece apenas para torná-la mais interessante mediante o simples fato de não ser a própria vida, e sim um medium digital para as interações desta. Um comportamento ilógico dentre tantos, não?
Vou parar por aqui, espero que tenha sido uma leitura decente. Desculpem pela demora e pela falta de imagens, mas foi meio corrida essa semana. Fiquem com essa música que acho legal pra cacete.
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