(Tema sugerido pelo meu mano Daniel.)
Esse post tá atrasado, mas agora com as aulas tenho menos tempo que antes, portanto acho que é compreensível né?
O que quero falar hoje, é sobre como as pessoas usam as redes sociais como um escapismo para a realidade. Mas antes, quero falar umas outras coisas. A primeira, é sobre um diálogo que tive ontem com meu primo, que veio a calhar. Mencionei um livro intitulado "Why people play video-games" e então falei sobre ter uma outra vida e compensação pela realidade fútil e ridícula em que perdemos nossa individualidade e somos alienados a cada passo e respiração. Então ele fez uma cara de "É... Compensação, mesmo né =/" e disse "Why people watch movies, why people go to night clubs, why people do drugs..." e fui obrigado a concordar. No entanto, tenho que dizer que acredito que, apesar de ser escapismo e compensação pela realidade a causa da difusão das redes sociais, não acredito que elas se enquadrem nessa mesma categoria. Pelo simples motivo que são uma pseudo-realidade, porém ligada à vida social real.
Acontece que são um misto de ambas as realidades, pois podemos nunca conhecer 90% daqueles chamados "amigos". Claro que podemos fazer grandes amizades, etc, no entanto é fundamental ressaltar o tom de escapismo que as redes sociais oferecem. Pois a realidade social só será conectada a elas se o usuário assim quiser, tendo em vista que pode ser alguém completamente diferente de seu eu real ali. A realidade não compensa para a maioria das pessoas, no entanto acho que o âmbito das redes sociais é justamente o fato de que fazem o usuário acreditar na realidade que supostamente representam.
Lembro que antes de o Felipe Neto virar estrelinha (mas quando já caminhava nessa direção), ele fez um video muito criticado pelo simples fato de não ter graça, mas que eu achei genial. Nele, ele interpretava o que para ele é a visão do futuro de nossa geração, uma pessoa completamente alienada por esse escapismo falsamente real, falsamente social. O que se pode enxergar nesses acúmulos de números e fúteis interações, não é uma maior interação social entre as pessoas, mas a diminuição da mesma! As chamadas redes sociais, tornam-se sua própria antítese, redes anti-sociais! E aí sim, tornam-se uma fuga total da realidade que as compõe.
Outra questão que vale abordar, é a da Identidade. Digamos, por exemplo que Novinha é destruída socialmente, torna-se um objeto pelo próprio meio social que frequenta (se é que me entendem), ainda por cima alienada pelos estudos e pelo trabalho que só lhe compensam pelo ganho que vai gastar aos finais de semana, estes por sua vez que apenas a tornam mais ainda um objeto. Novinha então busca numa rede social o escapismo que precisava para construir sua própria (ilusão de) identidade. Lá, Novinha se torna alguém, com seus caracolhecentos amigos, alguém importante, conhecida, com sua própria página, seu próprio visual. Lá Novinha existe socialmente. E vocês acham que Novinha vai preferir a realidade social em que não existe, é ninguém, ou a irrealidade social em que acredita existir e ter a própria Identidade?
Escapismo sequer é a palavra certa para descrever o fenômeno das redes sociais, pois não é apenas de uma válvula de escape que falamos, mas sim de uma compensação, uma quase que total substituição da realidade, que encontra-se dentro dela própria. Não bastasse isso, ainda é como o álcool ou o cigarro, um escapismo socialmente aceitável. Ninguém se importa com os fatores que citei acima (por mais óbvios que sejam), pois todo mundo tem, é algo comum e tudo aquilo que é comum nunca tem problema, é sempre aceitável.
Por fim, ainda tenho obrigação de tratar de uma questão importante, a parte das redes sociais que lembra a chamada gamefication. Pra quem não sabe, é a adição de aspectos oriundos de jogos eletrônicos, onde eles não existem (e por muitas vezes não deveriam, mesmo, existir). Um exemplo de gamefication da realidade seria ganharmos pontos por cozinhar ou escovar os dentes, por exemplo. Pretendo fazer um post somente sobre esse assunto no futuro, mas vou usar como referência para outra expressão: a netfication. Durante todo esse post eu mencionei como as redes sociais são ligadas à realidade pela qual tentam compensar, mas o problema é quando elas (sendo uma pseudo-realidade) sucedem nisso. As interações sociais, então, que antes aconteceriam de forma natural e pessoal, acabam por ocorrer com o auxílio de uma ferramenta tão destrutiva. Um exemplo seria a menção ao fato de que, ao mandar uma certa interação (digamos, um "Curtir" no facebook, um "Reply" no twitter ou qualquer coisa assim), ficam implícitos valores de uma interação. Quando, claro, as interações sociais são impossíveis, dadas a distância ou qualquer coisa assim, as redes sociais se tornam ferramentas sociais, sim. No entanto, quando as interações reais são possíveis, por exemplo, quando Novinha poderia dar uma indireta para Cachorro durante o rolê de sábado, Novinha prefere colocar essa indireta digitalmente, pois está mais acostumada com a interação social de uma representação falsa de realidade, do que com aquela real. Isso que eu chamo de netfication, não era necessário o aspecto da rede social na situação, mas mesmo assim ele aparece apenas para torná-la mais interessante mediante o simples fato de não ser a própria vida, e sim um medium digital para as interações desta. Um comportamento ilógico dentre tantos, não?
Vou parar por aqui, espero que tenha sido uma leitura decente. Desculpem pela demora e pela falta de imagens, mas foi meio corrida essa semana. Fiquem com essa música que acho legal pra cacete.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Rede... "Social"?
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
"Sai desse computador, o dia lá fora é lindo"
Fala sério, quem aqui já não ouviu isso ao ficar muito tempo nessa maravilhosa máquina que é o PC? Eu vou falar agora sobre o conceito "Internetológico" de ficar no computador, ou melhor, de ficar na Internet. Porque se você passa horas do seu dia no PC, com certeza ele tem Internet, senão você não passaria, ou pelo menos passaria uma quantidade menor de horas.
Agora vamos refletir um pouco sobre isso, e sobre planos geográficos e planos ideológicos. Quando você vai a um local, por exemplo, uma convenção de algo que você gosta, você está propício a encontrar pessoas que se identifiquem com você, e vice-versa. Você gosta de metal progressivo, você vai a um show do Dream Theater e terá 100% de chances de ver lá pessoas com esse mesmo gosto.
No entanto, as pessoas ainda querem que você que está no PC, saia mais. E sim, sair em plano físico, visitar amigos pessoalmente, comer com eles, trepar com eles, ótimo. No entanto, gostos, risadas, idéias, o seu teclado é um portal pra tudo isso. Pois a Internet não é um plano físico, mas é um plano geográficamente ideológico. É como se fosse um grande balada, ou melhor, um grande país, no qual a distância pelo plano físico não existe, somente pelo plano ideológico. Ou seja, na Internet, e só nela, são as idéias, os pensamentos, sentimentos, que separam as pessoas e não distâncias físicas. E por isso, são idéias, pensamentos, sentimentos que se entrelaçam que findam tais distâncias.
Eu repito aqui que não tô mandando ninguém morrer grudado no computador. O que eu tô dizendo é que as pessoas superestimam demais relações físicas e subestimam demais relações virtuais, enquanto, na verdade uma amizade (ou mesmo um amor?) virtual pode estar mais próxima de você do que pessoas que estão fisicamente próximas jamais estarão.
Eu sou exemplo vivo disso e sei que muita gente também é. Uma vez um truta me perguntou "Qual é a graça do orkut?" eu eu fiquei sem graça. Mas a graça do orkut, que hoje eu não consigo mais entrar com frequência, era pra mim as comunidades. Porque eram lugares em que se podia encontrar pessoas que gostam das mesmas coisas que você, eram (e são) como a convenção, como o show do DT que eu mencionei acima. Isso não basta pra ser legal? Não tenho vergonha de dizer que foi no orkut que eu conheci muita gente que hoje tem um lugar mais que especial no meu coração. E muitas dessas pessoas nunca cheguei a conhecer pessoalmente! E quando conheci, as que eu conheci, foi maravilhoso, incrível mesmo.
Todo mundo achava a idéia de pen-pals poética. Por que não acham poética a de amigos virtuais?
O dia lá fora É SIM lindo, mas aquele dia que enxerga-se na tela do PC também. Amigos virtuais não substituem amigos "de verdade", mas "amigos de verdade" não substituem amigos virtuais também, pois da mesma forma que alguém que você conhece pela Internet pode não lhe ser mais valioso que alguém que você conhece pessoalmente, alguém que você conhece pessoalmente pode não lhe ser mais valioso que alguém que você conhece da Internet.
Termino aqui meu texto. Obrigado por ler.
Beijos nas bochechas (lembram? HUAUHAUHA)
Fiquem com... Hum... Dexeupensar... Bah, fiquem com essa música da trilha sonora de Castlevania Curse of Darkness, porque esse jogo é uma merda, mas a trilha sonora é do caralho.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Os vlogs e sua magia
E aí galera tudo bem? Etinex aqui, como vão vocês? <- ISSO FOI UMA SÁTIRA, PELO AMOR.
Me pergunto quando surgiu, como surgiu. Me pergunto quem teve a idéia dos cortes, porque isso é foda. Só sei que foi lá na gringa né, todo mundo sabe que isso não surgiu no Brasil, eu já via vlog antes de estourar.
Vlogs são blogs, no grosso. Cheguei a essa conclusão. A diferenças é que neles você filma, e não escreve. E têm muitas finalidades, assim como seus primos mais velhos com B. Tem gente que se filma falando só pra falar merda, ou só faz um diário em vídeo. E isso não tá errado, sabe? É gostoso, é divertido, eu sei que é. Mas eu comparo vlogs a sexo. Sexo descompromissado é gostoso, mas sexo com alguém especial... E vlogs e blogs são assim, sabem? Pelo menos ao meu ver. Você faz um diário, você faz um vídeo de você falando merda, ou só falando coisas do cotidiano com as quais as pessoas se identificam... Mas você pode fazer outra coisa. Você pode falar pra protestar, refletir, achar interessante e resolver compartilhar essa reflexão (como eu faço), pode tentar provocar o pensamento nas pessoas... E como nossa sociedade carece de pensamentos profundos atualmente... Por isso eu valorizo mais vlogs assim. Tipo, acho eles melhores, tão melhores vlogs quanto DT é melhor banda. /taparey
Mas isso é a minha opinião e eu não sou o dono da verdade. Eu não sou dono de porra nenhuma, só desse blog aqui, que a Google pode deletar quando quiser.
De uma coisa eu sou dono.
Eu sou dono da minha mente.
O que eu penso pode até ter sido colocado aqui por outras pessoas, mas a partir do momento que EU penso, é tudo meu. Mas se somos donos dos nossos pensamentos, qual o propósito de tentar provocar reflexão? Bom, acho que é a consciência quem faz isso. Mas o que me interessa é que a população não gosta de ler. ISSO É FATO. Blogs não fazem tanto sucesso, são de ler, a época deles já foi, hoje em dia as pessoas só lêem mensagens menores ou iguais a 140 caracteres... Então, eu fico me perguntando, quanto tempo vai levar pra terem preguiça de ouvir. De ver alguém falando. Se bem que já se tem, eu já tenho... Poxa, hoje mesmo me toquei que não tinha visto os últimos 5 vídeos do MysteryGuitarMan por pura preguiça... Lamentável, porque os vídeos têm em média 3 minutos de duração.
Eu acho que a preguiça tem a ver com concordar, e com curiosidade. Você tem menos preguiça de ler algo com que você concorda, ou sobre o que você está curioso(a), e essa é a magia dos vlogs, falar coisas que as pessoas concordam, mas têm preguissa de pensar até conseguir expressar isso, aí usam meios de comunicação em massa para expressar por elas. Acho que é esse o fenômeno do cara que assiste aqueles programas de debate. Pô, todo mundo gosta de ouvir um debate sobre aquilo que gosta, afinal, somos movidos pela concordância e pela curiosidade. "O que será que eles vão falar desse jogo?" ; "O que será que eles vão falar sobre essa série, sobre esse episódio?" ; "Será que eles vão achar que aquilo foi penalty?" ; Etc.
(Gente desculpa eu não sei escrever penalty de outro jeito... )
Nos mantemos interessados quando concordamos, e também quando podemos contestar, mas ainda concordando em partes. Dessa forma nosso interesse fica preso. Claro, tem outras coisas, como produção, coisas mais agradáveis de ver, vozes mais agradáveis de ouvir, etc... Mas o básico é isso:
Bom, só isso mesmo. Aliás acho a discordância um certo prazer orgulhoso. Tem quem (e quem nunca fez isso que atire a primeira pedra!) fique vendo um programa/vlog que não concorda em PORRA NENHUMA, apenas pra ficar corrigindo pra si mesmo, ou pra quem tá do lado. Po, quem nunca fez isso? É um certo prazer de auto-satisfação em saber que você manja mais, ou qualquer coisa assim.
Legal, né? Não? Então dá sua opinião! Quem sabe você não muda a minha? ;D Vamo trocar idéia, povo, pqp...
Gosto muito dessa música, e escrevi a postagem ouvindo ela, não que tenha MUITO a ver, mas é muito legal... Vejam aí e beijos.
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