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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A obsessão mal-direcionada do pensamento racionalista ateu

Depois de um bom tempo sem postar, me surgiu a inspiração a escrever um texto sobre algo que há muito tempo me irrita. Trata-se da obsessão em enfrentar a religião pelo movimento ateísta. LÁ VAI! \o\

(Na imagem: O Ateu: Ateus sem deus ameaçam a civilização Cristã)

O que temos a observar nas questões do grande movimento que há, tanto religioso quanto ateísta, é algo que está explícito desde o começo dos tempos: A Religião é um reflexo da Cultura. Os mitos sempre surgem, sim, para controlar uma população, empobrecer muitos e enriquecer poucos, etc, sim. No entanto é importante ressaltar que esses mitos e seus modos de vida implícitos não surgem apenas do nada, mas sim como reflexos mistificados de uma cultura já presente. Peguemos o exemplo da religião islâmica, onde a mulher é completamente subjulgada. Pense consigo mesmo: Você de fato acredita que as mulheres daquelas regiões não eram subjulgadas antes de o mito surgir? Só porque algo possui uma "desculpa celestial", não significa que esse algo não seria feito sem ela. "Vamos combater a religião, ela causa guerras, morte, conflito, alienação." é um pensamento ateu recorrente, e até verdadeiro. Mas pensem consigo mesmos nas guerras que "a religião causou" e reflita: Elas foram guerras em função de religiões ou de interesses políticos, apenas alicerçados em religiões?

O fato é que o combate ao conflito, guerra, alienação, é mais importante que o combate à religião em si. Vamos a outro exemplo disso: A Rede Globo. Claro que todo mundo sabe que as palavras Rede Globo e alienação andam juntas desde sempre, no entanto vamos observar o nosso tempo, longe das questões militares de décadas atrás. Assistindo à emissora, pode-se observar que, em todo o seu processo de alienação, da manhã até a noite, vemos pouca religião, ou uma religião tratada de forma nada séria. Isso extende-se aos comportamentos dos personagens das novelas (sendo estas um dos principais mecanismos de ditadura comportamental), que não possuem posturas religiosas, cansa-se de ver sexo, violência, atos vingativos, etc nas novelas da Globo, quase como se esta fosse uma emissora não-religiosa (salvo algumas referências culturais à religião católica, como casar na Igreja). Porque isso acontece todos sabem: A principal ameaça do monopólio total, que almeja uma fatia do bolo de gente pra emburrecer, é uma emissora com grande cunho religioso, a Rede Record. Agora fica a pergunta, que já tinha a resposta implícita desde o começo do parágrafo: Sem religião, a Globo aliena ou não (ozo ozo ozo, eu sou o rei da rima)?! Claro que sim.

Grande parte da população estadunidense realmente acredita que os soldados enviados ao Oriente Médio foram lá defender os ideais de Liberdade fundamentais de sua pátria mãe, algo ridículo perante aos olhos brasileiros, já que até em nossas apostilas nas escolas estaduais temos alguma informação de questionamento aos atos do governo dos EUA. Mesmo assim, o extremismo religioso está onde? Do lado árabe. Os EUA são o país que mais causa guerras (direta ou indiretamente), que mais causa miséria (idem), e, principalmente, que mais busca a alienação em massa. Ainda que exista um forte cristianismo por lá, é fundamental refletir se o país seria ou não seria assim, se não houvesse a religião, apenas o ateísmo. Novamente, é claro que seria.

A luta contra a religião e seus males, do movimento ateísta, parece cega a estas questões, lutando, provocando e enfrentando a religião de modo quase que (pasmem!) irracional, que é tudo que o ateísmo clama não ser. Não sou partidário de nenhuma religião, muito menos ateu, tenho até alguma crença no sobrenatural, no entanto é óbvio (há não ser que você seja um religioso alienado) que o ateísmo é melhor para o mundo do que a crença sobrenatural. O problema é que essa luta, e estou sendo redundante já, mira apenas uma face do problema. Eu, pessoalmente, acredito que os ateístas, que clamam ser tão racionais (e geralmente o são, ao menos muito mais que os religiosos), deveriam usar seu raciocínio e senso-crítico para combater, por exemplo, o capitalismo, que é, com absoluta certeza, um mal muito maior e mais poderoso do que a crença em entidades sobrenaturais.

O que me irrita de verdade, é que parece haver uma obsessão ateísta para com o ramo religioso e a luta contra este. Claro que devemos combater a religião e o pensamento ridículo que ela implica, mas antes disso devemos observar o mundo em que vivemos e as questões mais urgentes relacionadas a este. As igrejas são ridículas e cometem atrocidades, tanto socialmente, quanto psicologicamente, quanto políticamente. Se houvesse um maior investimento em educação e condições boas de vida dentro do país, a religião perderia seu poder automaticamente, pois menos pessoas a procurariam, pois, vulgarmente falando, teriam mais cérebro, e, principalmente, mais esperança: Esperança de uma vida decente, esperança de uma liberdade de expressão, esperança não depoisitada em entidades sobrenaturais, mas sim no próprio trabalho e dedicação.

Deixo claro que não digitei o texto aqui, visando ofender os ateus ou o pensamento ateísta, pois simpatizo bastante com o mesmo. Deixo claro também que não visei ofender os religiosos (mas sempre viso ofender o ridículo, esdrúxulo, horrendo pensamento religioso tradicional).

Espero que, quem curte ler meu blog, me perdoe pela demora, mas inspiração é inspiração e não é sempre que ela vem.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

(Reinauguração) A paisagem cultural do entretenimento eletrônico dos anos 80 até hoje em dia

Primeiramente gostaria de falar um pouco sobre a reinauguração do blog, que estava suspenso em função de sua prévia substituição pelo tumblr. (Que você pode acessar clicando aqui). Para tal, copiarei e colarei aqui o comunicado postado no mesmo:

Bom, eu não nego que quando criei este tumblr, o fiz no intuito de substituir o meu blog, Expressão 88. Todavia, após o uso deste, notei que o tumblr é muito mais adequado para postagens de texto, digamos, mais pessoais, se não mais íntimas. Enquanto no blog postava textos (que pelo menos intencionavam ser) interessantes a qualquer um que a página acessasse, aqui o que escrevo não interessaria a ninguém, senão a pessoas que me conhecem.

Por isso, continuarei com o Expressão 88, mas não excluirei o tumblr, que continuará ativo. Agradeço a compreensão.

Feito isso, posso enfim escrever o post de reinauguração, que, advinhem, será sobre vid... Entretenimento eletrônico interativo. (Correção executada após a observação imaginária de vários usuários fechando a janela do blog).

- O contexto histórico-social -

Piadas à parte, o entretenimento eletrônico interativo, também conhecido como Video-Game nasceu em meados dos anos 60, nas mãos de alguns cientistas. Porém só conquistou sua popularidade (e industrialização massiva) no começo da década de 80, mesma época em que jovens roqueiros tomavam enquadros da polícia, ao invés de serem julgados como classe-média automaticamente. Bons tempos... *suspiro*

O primeiro jogo de verdade a ser lançado e comprado em massa, foi o chamado "Pong." Conhecido no Brasil pelo nome "Telejogo." Consistia, basicamente, de um "pauzinho" em cada extremidade da tela que rebatiam a bolinha (que não passava de um píxel) de um lado para o outro como num jogo de ping-pong. Um brinquedo, simples entretenimento para a família e para a criançada, me recordo de num livro dos anos 80, o adolescente protagonista narrar ter jogado o revolucionário aparato com sua avó. Mas certamente nenhum dos habitantes da tão mágica década de 80 tinha alguma noção de que aquele simples bate-e-rebate tornar-se-ia algo tão genuinamente grandioso (talvez os Illuminatti da época soubessem, né, vai saber... Mas naquela época as pessoas ainda não criavam teorias da conspiração como criam-se hoje com a popularização da Internet).


Claro que não demorou para que a diversão evoluisse para jogos como os do Atari, este sim de fato uma plataforma de jogos (afinal estes eram comprados separadamente). Ainda assim, a simplicidade de jogabilidade e contexto/motivo/estória matinham os jogos como um aparato, se não para toda a família, para quaisquer audiências. E foi assim, eu prejulgo, mais ou menos até a geração dos 16-bits (Super Nintendo, Mega Drive, etc). Por fim, findou-se completamente, com caixão e vela preta, a sensação de entretenimento simples e para todas as audiências na segunda metade dos anos 90, com consoles como o Playstation e o Nintendo 64.

Hoje, essa sensação praticamente inexiste, os video-games possuindo, no Brasil, uma cultura infantil, adolescente e jovem adulta, além de, em todos os casos, masculina. Nos países desenvolvidos, especialmente nos EUA, essa cultura é mais puxada ao jovem-adulto e ao adulto, além de ser menos (porém ainda sendo) masculinizada. Em outras palavras, nos EUA há mais adultos jogando video-game, além de mais mulheres. Para se ter uma idéia, há mais jogadoras americanas acima de 20 anos, que jogadores americanos abaixo de 18. Mas será que o conceito de entretenimento familiar simples e generalizado morreu mesmo? As famílias de clase média alta jogando seus Wii's dizem que não. É claro que a elitização cultural dos video-games deve-se também ao tamanho do investimento necessário, portanto, os jogos além de tudo afastaram-se das classes mais baixas. Outro fator que contribuiu para isso, foi o advento dos fliperamas, em muitos casos infestados de drogas e adolescentes mal-intencionados, que mancharam a imagem pura que joguinhos inocentes deveriam ter. Ainda na questão das classes, também vale lembrar que, quanto mais alta a classe social, maior a afinidade (e dependência) para com a tecnologia em geral. (para um ensaio mais aprofundado sobre esse tema, clique aqui).

- O Contexto artístico-social -

É óbvio que audiências mais simples (que não necessariamente significa "mais pobres", pois me refiro aos hábitos de entretenimento, que são igualmente simples nas classes mais altas, apenas mais caros) gostarão de filmes mais simples. Uma família mais simples, em geral, não apreciaria um filme como "O Labirinto do Fauno" ou "Trainspotting". Ao invés, veria "Velozes e Furiosos" ou "Transformers", preferiria músicas simples como funk, pop rock, rock n' roll, pop, etc, a rock/metal progressivo, jazz, música erudita, etc. E com jogos, claro, também é assim. Acontece que, na grande massa de jogos, não saíram mais jogos simples, inocentes e divertidos. Saíram, até, mas não popularizaram-se como quando eram novidade e não existia então um preconceito em cima dos mesmos, até porque miraram um público alvo já fechado. Joguemos Mario 64, é simples e divertido, mas seu avôs conseguiriam jogar? E o jogo em si foi produzido pensando "Miremos que jogadores de video-game comprem!"

O que antes era um mero contexto escrito em um manual, apenas para dar motivos a fases e pontuações, hoje são tramas complexas, produções milionárias escritas por roteiristas famosos, com compositores estudados por trás da atmosfera musical. Jogos não são uma diversão para toda a família, são algo refinado, só para quem está disposto a dedicar tempo e cérebro. Peguemos o contexto de um deles, por exemplo, Silent Hill 2 (eu não canso de citar ele...): O jogo aborda temas como assassinato, sentimento de auto-punição, repressão do desejo sexual, a relação entre amor e sexo, abuso sexual... É, acho que já deu pra entender. Mas vamos citar outro exemplo... A série Metal Gear Solid. Bom, aborda temas como guerra, política no geral, controle sócio-político das massas, amor/ódio, relações entre pais e filhos e mestre e discípulo, desastres nucleares, formação psicológica do indivíduo, drogas, consequências sócio-políticas de atos de guerra, terrorismo, até mesmo o próprio sentido da vida... Enfim, se não deu pra entender agora, sugiro que vá suicidar-se.


- Encerrando -

Lembra que comentei das famílias de classe média-alta e seus Wii's? Pois é, em seu lançamento e até hoje, a Nintendo fez uma propaganda de algo revolucionário, e, principalmente, um video-game para toda a família. Apesar da primeira afirmação ser uma mentira deslavada, a segunda era verdade. Por quê? Porque os jogos do Wii são simples (você mal precisa associar funções cognitivas a botões, joguem movimentos para ser o mais instintivo possível) e divertidíssimos. Claro que há jogos complexos e fodões para o Wii (como No More Heroes), mas o foco, a apelação de conteúdo dele é de jogos para toda a família. O que a Nintendo fez com console não foi de forma alguma uma revolução, mas sim UMA VOLTA ÀS RAÍZES em busca de um apelo comercial maior. E deu certo, o Wii é um dos 5 video-games mais vendidos da História. Impressionante? Sim. Comercialmente inteligente? Absolutamente.

Infelizmente, a realidade é essa e é cruel que obras de arte ainda não sejam tão apreciadas como deveriam fatalmente ser, graças ao fechamento e elitização de uma cultura. No Brasil, esse fechamento ainda se intensifica graças à implantação da língua inglesa (ou japonesa...) tradicional nos jogos, que até muito pouco tempo, nem oficialmente lançados por aqui eram, muito menos em PT-BR.

"Trágico..." como diria o Sr. Omar.

Claro que eu precisaria fechar o post com algo da boa e velha video-game music que todos amamos, dessa vez com um clássico. E COMENTEM!!!!!!!


terça-feira, 31 de maio de 2011

Preconceito e hombridade

Uma coisa que sempre noto em pessoas preconceituosas, seja lá qual for o tipo de preconceito, é que lhes falta hombridade. Se você não sabe o que é isso, não se culpe, afinal não é lá uma palavra popular.

Pois bem, vou dizer o qual o sentido da palavra que emprego aqui, que é como ela é usada geralmente: Hombridade é a atitude de assumir o que fez. É aquela criança que quebra algo da casa e diz "Fui eu quem quebrou, me desculpe.", mesmo sabendo do castigo que tal atitude resultará.

Sempre noto em pessoas preconceituosas, portanto, a falta de tal qualidade (dentre tantas outras, né...)

Vamos a um exemplo que uma pessoa bastante próxima de mim costuma dizer:

"Ora, não sou racista, não é que não gosto de preto. Tudo bem ser preto, desde que se ajuste à cultura do branco."

Não bastasse a imensa quantidade de etnocentrismo de que a citação é dotada, pode-se também observar a falta de hombridade que mencionei. Ora, se não gosta da cultura do negro, não gosta do que ele essencialmente é como um ser social, logo não gosta dele, logo é racista. Mas claro que procura nesse jogo de palavras uma desculpa para aparentar ser um bom samaritano, cidadão politicamente correto, defensor da moral e dos bons costumes.

Outro exemplo:

"Nada contra gays, desde que estejam longe de mim!"

Como uma sentença contraditória por si só, nem digno de meus comentários tal absurdo é. Mas novamente podemos observar, no ser agora homofóbico, como ele se contradiz tão facilmente graças à falta da qualidade que já tanto citei. Mas poxa vida, se não tem nada contra, por que quer que fiquem longe de você, ó ser tão desprovido de massa cinzenta?!

Falando sério eu realmente não suporto ouvir esse tipo de absurdo. Dou mais valor a alguém que diz "Acho que os negros e os gays deveriam ser mandados a campos de concentração, sou preconceituoso sim." do que alguém que disfarça o preconceito para conveniências sociais. Afinal, se deseja ser um ser dotado de 100% de ignorância e -200% de senso crítico, que pelo menos assuma sua falta de atributos intelectuais perante os demais seres humanos.

Post curto, mas dane-se, só queria desabafar um pouco disso aí. Fiquem com "Oooo"


terça-feira, 8 de março de 2011

A orientação sexual e minha opinião sobre sua construção e impactos dentro da sociedade

Olá a todos. A postagem de hoje é séria, portanto vou evitar as habituais piadas e palavrões que geralmente decoram meus textos aqui postados. Como já pode ser notado, adotarei também um linguajar mais rebuscado, buscando auxiliar à completa compreensão do texto, assim como minha expressão através dele.

Comecemos então, com esta que deverá ser uma das mais polêmicas publicações até então.

Orientação Sexual, de acordo com definições encontradas online, dicionários, entre outras coisas, descreve um padrão de atração emocional, romântica ou sexual para com homens, mulheres, ambos, nenhum ou outro gênero. É, no linguajar simples e direto, o que chamamos de Homossexual, Bissexual, Heterossexual, etc.

E aqui hoje vou falar sobre minhas concepções, opiniões e conhecimentos sobre o assunto, buscando um olhar imparcial – ainda que, como estamos todos sob influência de nosso âmbito social e dos estudos que realizamos anteriormente à escrita, um olhar completamente imparcial seja impossível.

Alertas prévios:

Antes que de fato comece a escrever sobre o tema, sinto-me na obrigação de alertar que de forma alguma me considero sociólogo, filósofo, psicólogo, biólogo, ou bastante estudado em qualquer outra ciência que eu venha a abordar mais a frente. Porém também acho importante lembrar que não é necessário ser um matemático para realizar uma equação de terceiro grau. Também acho importante o aviso de que com o texto que digito no momento, não pretendo de forma alguma ofender, descriminar e/ou julgar qualquer grupo social, portanto se ao chegar ao fim das linhas, você se sinta assim, nada posso fazer. Por fim, digo que o texto é pessoal, logo nada que direi aqui estarei afirmando como a verdade absoluta, apenas minha humilde e sincera opinião, baseada em estudos e ciências que a mim fazem sentido. Agora vamos começar.

Refleti durante vários minutos sobre por onde deveria começar o texto e cheguei finalmente a uma pergunta inicial: O que define a orientação sexual de uma pessoa? Em minha humilde opinião, a orientação sexual é, antes de qualquer outra coisa, definida por fatores sociais e psicológicos e é com esses fatores que pretendo trabalhar pelo resto do texto, deixando, talvez, a biologia um pouco de lado, pelo menos para o começo.

É claro que existem, sim, argumentos biológicos para tanto a descriminação quanto para a justificação das orientações sexuais que sofrem a maior parte da descriminação da sociedade, isto é, aquelas que definem um padrão de comportamento romântico, sexual ou emocional para com o mesmo sexo, no entanto, humildemente devo assumir que não tenho o estudo necessário para trabalhar meu pensamento com (ou contra) tais argumentos. Dessa forma, meu texto tornar-se-ia uma verdadeira bagunça caso eu tentasse incorporá-los em meio à minha forma de pensar o polêmico tema.

Mas então que fatores sociais e psicológicos seriam estes? Fatores culturais, eu assumo. Partilho da opinião filosófica de que o ser humano não se encaixa, naturalmente, em nenhuma das orientações que conhecemos, pois imagino um homem primitivo: Este visa apenas seu instinto, sua reprodução e o prazer o qual o instinto lhe compele a buscar. Há argumentos, é claro, de que o ser humano seja naturalmente heterossexual, assim como há argumentos de que ele seja naturalmente bissexual, porém como mencionei acima, discordo de ambos em função do exemplo já mencionado. Necessito então de outra pergunta retórica em vista que possa progredir com meu raciocínio: Pelo que, então, sentimos atração? Eu particularmente modificaria essa pergunta e a direcionaria ao leitor de meu texto: Pelo que você sente atração? De certo, se várias pessoas lerem este escrito, serão obtidas várias respostas diferentes. Afinal, uns ou umas gostam de mulheres louras, morenas, que vestem roupas de alto custo, que vestem roupas decotadas, que não vestem nenhuma roupa... Ou talvez de pessoas gordas, magras ou musculosas, ou com traços asiáticos, de pele negra, morena, pálida, que usam óculos, que entendem de matemática, jogos, filosofia, sexo, que têm poder sócio-econômico e/ou político, entre outras centenas de milhões de características e/ou combinações destas que podem levar Alberto a sentir-se atraído por Luciana, por José, por ambos, ou ainda pela torneira de seu banheiro. A questão é que, salvo exceções, a meu ver não nos sentimos atraídos por sexo X, mas sim por um conjunto de características culturais pertencentes ao sexo masculino, feminino, ou ambos.

Todavia, muitos homens, mesmo sentindo-se demasiado atraídos por uma mulher em especial, jamais teriam um romance, ou mesmo quaisquer relações de cunho sexual, ao descobrirem que tal mulher na verdade modificou seu sexo ao longo da vida, tendo previamente sido um homem. Mas por que se esta satisfaria todos os fatores que eles precisariam para que pudessem ter com ela quaisquer relações sexuais ou afetivas? A resposta reside em outra série de características, que desta vez eliminariam a atração, sendo que podem ser exatamente aquelas mesmas que a criariam em outra pessoa, estando “Não ter nascido mulher” entre elas. Afinal, dentro dos conceitos do personagem aqui imaginado, ali não há uma mulher de verdade e sim algo pelo qual ele não sente nenhuma atração, ou talvez sinta, no entanto sua moral o compele a acreditar que é errado estar com tal pessoa, entre outras centenas de motivações possíveis para que seu sexo NÃO se oriente a ela.

Dentro da questão moral, aliás, podemos abordar uma série de questões também culturais, como o senso comum, o senso de formação da família tradicional e criação de filhos, a religião, entre outros fatores que se exprimem dentro da cultura de absolutamente todas as sociedades humanas. Tais fatores podem levar a diversas atitudes tanto em relação à própria, quanto em relação à orientação sexual alheia. O ser dentro da sociedade (e o conceito de orientação sexual só faz sentido ao ser colocado num âmbito social) pode sentir-se orgulhoso de sua orientação, seja porque acredita que aquilo é o certo, seja porque aquilo é uma forma de se auto-afirmar contra a discriminação que sofre; pode sentir-se errado e reprimi-la; pode descriminar a alheia, porque no fundo ele sente a mesma coisa, mas tem inveja do simples fato de que o próximo a expressa publicamente e ele, acreditando ser errado, imoral, ou uma série de fatores, não o faz... Dentre muitas outras situações que assumir – ou não assumir publicamente – uma orientação sexual podem ter dentro de um meio social.

Agora utilizemos de algumas exemplificações e explicações mais diretas: Pensemos num homem gay. Vamos chamá-lo de Alejandro. Alejandro veste-se com roupas e adota comportamentos que mostram a qualquer um que o veja de longe, qual sua orientação. Por que Alejandro faz isso? A meu ver, nosso personagem precisa desesperadamente se auto-afirmar dentro da sociedade, graças ao fato de essa descriminá-lo. Ou também pode ser que seja apenas um fator cultural gay – do qual eu acredito que a raiz seja a que descrevi – e que, após o convívio com outros homens também gays, Alejandro passou a, inconscientemente, mimetizar seus comportamentos. Pode até ser algum terceiro fator o qual não consigo pensar no momento, ou ainda um misto de todos estes. Alejandro sente-se atraído por homens musculosos, de cabelo curto e voz grave e profunda, talvez porque tais características exprimam a masculinidade para Alejandro, de forma que ele, por um fator – agora sim, chegamos ao ponto que até eu temia – talvez biológico, talvez psicológico, seja o que ele busca. Alejandro é homossexual, pois se interessa apenas por homens, no entanto ele busca as características que para ele definem um homem. Ou talvez não, de certa forma ele pode apenas buscar tais características, pois para ele elas representam poder, ou proteção. Mas vamos assumir que, no caso de nosso personagem, é devido a tudo isso representar a masculinidade, de fato.

No entanto, nem todos somos como Alejandro. Muitos de nós nos atraímos apenas por fatores os quais nos atraímos, sem descriminar se tais fatores provêm de um homem ou de uma mulher. Outros de nós somos capazes de abrir uma exceção a nossa normal orientação, visto alguma pessoa cumprir quesitos especiais, que muitas vezes nem sequer nós sabemos quais são.

Se a orientação sexual é um fator primariamente cultural, então ela não pode ser fixa. Ao longo da História, muitos estudiosos – dentre eles os mais famosos sendo Alfred Kinsey e Fritz Klein -, com a ajuda de pesquisas científicas e estudos baseados em dados de massa, afirmaram que a sexualidade – ou orientação sexual – não seria um fator fixo, como pensamos, mas sim móvel, modificando-se ao longo do tempo. De certo concordo com isso, já que nossa cultura está em constante mutação ao longo da vida. Um fator interessante é que ambos os estudiosos que citei acreditavam em uma espécie de progressão da sexualidade – apesar de que “progressão” não acredito ser a palavra certa. Essa progressão, no caso de Alfred Kinsey, começaria em 0 (completamente heterossexual) e terminaria em 6 (completamente homossexual), sendo 3 o “meio-termo”(bissexual, igual em relação a ambos os sexos). O trabalho de Klein, no entanto, aprofunda-se mais nesse caso, tratando de 7 níveis e trabalhando com a forma como a orientação seguir-se-á ao longo da vida do indivíduo. Portanto, assumo que um indivíduo de forma alguma nasça com sua orientação sexual, mas desenvolva-a ao longo de sua vida, ainda que fatores biológicos e de sua socialização primária (em especial nos primeiros três anos de vida) tenham papel fundamental em sua formação.

Atualmente é fácil observar na juventude um fenômeno de demasiados jovens bissexuais, ou que pelo menos assim assumem-se. Deixemos de lado expressões pejorativas usadas por grupos radicais (como “BUG”) e tratemos dessa questão mais imparcialmente. Antes de qualquer coisa é importante salientar que a adolescência é o período da vida em que a sexualidade – seja lá como se oriente – está mais latente do que nunca, assim como é onde o convívio com o mundo exterior e culturas diferentes se torna muito maior, despertando assim a curiosidade. Combinados esses dois fatores, mais a sociedade relativamente liberal do século XXI, já temos material suficiente para justificar tal fenômeno sem afirmar que os jovens buscam atenção, ou algo assim. No entanto, ao menos na forma como vejo as coisas, em muitos dos casos é realmente essa busca por atenção que acontece. No entanto há outra série de fatores. Talvez a carência, ou no caso das meninas a busca por atenção do sexo oposto, talvez a necessidade de colocar-se contra os padrões sociais em vista de uma formação psicológica rebelde, entre outras muitas situações possíveis. Todavia, vamos nos ater à primeira justificativa que apresentei, sendo esta: A combinação de uma sexualidade e curiosidade latentes a uma sociedade um tanto mais liberal que aquela do passado.

Partindo desse ponto, vou apresentar minha teoria, pois convivo intimamente com duas pessoas que se enquadram nesta categoria talvez moderna – ou talvez não – da bissexualidade. Meu pensamento é de que, voltemos a quando mencionei os homens que, ao descobrirem que uma mulher havia nascido homem, a deixariam imediatamente? Isso em vista de um fator negativo fortíssimo para eles, o “não ter nascido mulher” ou “ter nascido homem” que na mente de nosso grupo de homens seria o mesmo que “não ser mulher” ou “ser homem.” A questão é que, graças a série de fatores da adolescência contemporânea que mencionei, tal ponto negativo deixa de existir, permanecendo apenas o “ser mulher” e “ser homem” como pontos positivos e não negativos. Graças a isso surge, além de uma atração pelo sexo oposto (no caso de pessoas predominantemente heterossexuais que assumem tal postura bissexual) ou pelo mesmo sexo (no caso de homossexuais na mesma situação), uma falta de aversão pelo sexo pelo qual tal pessoa não se sente atraída, dessa forma ela pode ceder a estímulos sentimentais, como apaixonar-se, ou a estímulos físicos, como ter relações sexuais com uma pessoa de um sexo pelo qual não se sentiria normalmente atraída, apenas pelo prazer sensorial proporcionado pela relação. Graças ao convívio com isso e com essas idéias e, acreditando-se bissexual, tal jovem passa a realmente sentir atração por ambos os sexos, porém mantendo um deles como sua atração predominante.

Outro ponto para o qual gostaria de chamar à atenção é da necessidade de provar-se como válido para seu círculo social que uma enorme quantidade de pessoas possui. Graças a isso, muitos desses indivíduos, acredito eu, reprimem sua verdadeira orientação sexual ou mantém a mesma em segredo para garantir o respeito daqueles que o cercam. Isso também é outro fator que influencia na demasiada quantidade de jovens bissexuais no século XXI.

Por hoje, finalizo meu texto sobre as orientações sexuais variadas e sua formação dentro da sociedade contemporânea. Espero que tenham aproveitado a leitura e que tenha causado pelo menos um pouco de reflexão.

Obs.: Gostaria de atestar que me posiciono absolutamente CONTRA as comuns descriminações contra pessoas que, voluntaria ou involuntariamente adotam comportamentos que as dão identidades sociais relacionadas à orientação sexual diferentes de “heterossexual”, pois graças aos fatores que acima escrevi, acredito que tais descriminações e julgamentos são demasiado equivocados.

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Meu amigo Hel me cobrou escrever no blog, então bati esse texto aqui... Agora são 6:13, mas tôbem desde umas 3:30 digitando, refazendo, etc. Espero que tenha ficado bom ae gente. Desculpa a falta de imagens, mas o texto puro deve permanecer imaculado. ( O que significa que eu tô com preguiça de buscar imagens legais pra pôr aqui).

Beijos e fiquem com... Hum... Roda Morta. Roda Morta rula. Sérgio Sampaio rula. Zeca Baleiro rula.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Arte, competição ou entretenimento? Minha concepção sobre os video-games

Quem me conhece, me conhece. Quem me conhece sabe o quanto eu gosto disso, ah, sabe sim... Puta que pariu. Mamãe pediu pra maneirar nos palavrões no blog, farei o possível.... Não.

Enfim, tô afim de falar um pouco sobre uma das minhas coisas favoritas: Video-game.

Eu costumo ter um certo preconceito com pessoas que não entendem muito, mas jogam, apesar de não ter nada contra quem afinal não joga... Apenas acreditar que essas pessoas não sabem o que tão perdendo.

Bom, video-game pra mim é sinônimo de 2 coisas: Violência e competição. Se não tem violência, tem que ter pelo menos competição, mas se só tem violência, então não é um jogo, é apenas violência sem sentido. Essa competição pode ser entre duas pessoas ou contra uma inteligência artificial previamente programada.

Enfim, o que importa é que... Heck, eu amo essa porra. De verdade. Tipo, pra mim video-game é arte. Indiscutivelmente! Tá, não indiscutivelmente, mas eu realmente acho que são. São entretenimento e competição, também, é claro!

Mas são também arte e são passíveis de análise, exigem dedicação e, principalmente, provocam reflexão! Aqui no Brasil, principalmente, video-games ainda são vistos como simples passatempos. O que na minha opinião, é inaceitável! Tipo, ninguém investe milhões de dólares na produção de um simples passatempo. Ninguém contrata equipes de pessoas formadas, ninguém contrata roteiristas, animadores, programadores, dubladores e mais uma infinidade de funções pra simples passatempos! Simples passatempos não contam estórias profundas e provocativas de reflexão. Simples passatempo não duram dezenas (centenas?!) de horas, não exigem estudo nem dedicação.

Eu não acho que jogar video-game seja arte, mas fazer é sim. E jogar é apreciar essa arte, como olhar uma pintura, ouvir uma música.

Um jogo é um mundo condicionado a um número de ações que podem ser tomadas, baseado no tipo de jogo. Eu em geral não gosto muito de jogos de esporte, eu prefiro jogos que contam estórias, que te transportam pra outro mundo de verdade, permitem viver uma aventura. Eu já chorei em finais de jogos e, sinceramente, acho que alguém que não choraria nas ocasiões que eu o fiz, é no mínimo insensível.

As pessoas não-gamers não têm idéia da grandiosidade de um bom jogo de video-game. Não têm NOÇÃO do que aquilo representa, do que aquilo é. Sinceramente, há músicas de jogos que eu acho superiores à todas as músicas que muita gente gosta, como essa aqui por exemplo:


(Pqp, Yoko Shimomura arregaça.)

E essa:



Enfim, acho que deu pra entender. Tipo, isso claro, além de personagens e dubladores apaixonantes.

As pessoas em sua maioria não compreendem como os video-games são foda. Pronto, simples assim. São complexos e interessantes, e têm pra todos os gostos. Eu tenho uma teoria que as pessoas que não jogam, não o fazem por preconceito, porque sinceramente...

Lembrando também que muitas pessoas dizem "Ah, não consigo, não tenho coordenação" ou qualquer coisa assim. Bem, isso é porque a pessoa tá tratando aquilo como um passa-tempo bobinho e não entende que requer horas de dedicação.

Enfim, vou encerrar aqui dizendo que pra mim video-games são arte sim; e são uma arte bastante injustiçada. u.u''

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Sai desse computador, o dia lá fora é lindo"

Fala sério, quem aqui já não ouviu isso ao ficar muito tempo nessa maravilhosa máquina que é o PC? Eu vou falar agora sobre o conceito "Internetológico" de ficar no computador, ou melhor, de ficar na Internet. Porque se você passa horas do seu dia no PC, com certeza ele tem Internet, senão você não passaria, ou pelo menos passaria uma quantidade menor de horas.

Agora vamos refletir um pouco sobre isso, e sobre planos geográficos e planos ideológicos. Quando você vai a um local, por exemplo, uma convenção de algo que você gosta, você está propício a encontrar pessoas que se identifiquem com você, e vice-versa. Você gosta de metal progressivo, você vai a um show do Dream Theater e terá 100% de chances de ver lá pessoas com esse mesmo gosto.

No entanto, as pessoas ainda querem que você que está no PC, saia mais. E sim, sair em plano físico, visitar amigos pessoalmente, comer com eles, trepar com eles, ótimo. No entanto, gostos, risadas, idéias, o seu teclado é um portal pra tudo isso. Pois a Internet não é um plano físico, mas é um plano geográficamente ideológico. É como se fosse um grande balada, ou melhor, um grande país, no qual a distância pelo plano físico não existe, somente pelo plano ideológico. Ou seja, na Internet, e só nela, são as idéias, os pensamentos, sentimentos, que separam as pessoas e não distâncias físicas. E por isso, são idéias, pensamentos, sentimentos que se entrelaçam que findam tais distâncias.

Eu repito aqui que não tô mandando ninguém morrer grudado no computador. O que eu tô dizendo é que as pessoas superestimam demais relações físicas e subestimam demais relações virtuais, enquanto, na verdade uma amizade (ou mesmo um amor?) virtual pode estar mais próxima de você do que pessoas que estão fisicamente próximas jamais estarão.

Eu sou exemplo vivo disso e sei que muita gente também é. Uma vez um truta me perguntou "Qual é a graça do orkut?" eu eu fiquei sem graça. Mas a graça do orkut, que hoje eu não consigo mais entrar com frequência, era pra mim as comunidades. Porque eram lugares em que se podia encontrar pessoas que gostam das mesmas coisas que você, eram (e são) como a convenção, como o show do DT que eu mencionei acima. Isso não basta pra ser legal? Não tenho vergonha de dizer que foi no orkut que eu conheci muita gente que hoje tem um lugar mais que especial no meu coração. E muitas dessas pessoas nunca cheguei a conhecer pessoalmente! E quando conheci, as que eu conheci, foi maravilhoso, incrível mesmo.

Todo mundo achava a idéia de pen-pals poética. Por que não acham poética a de amigos virtuais?

O dia lá fora É SIM lindo, mas aquele dia que enxerga-se na tela do PC também. Amigos virtuais não substituem amigos "de verdade", mas "amigos de verdade" não substituem amigos virtuais também, pois da mesma forma que alguém que você conhece pela Internet pode não lhe ser mais valioso que alguém que você conhece pessoalmente, alguém que você conhece pessoalmente pode não lhe ser mais valioso que alguém que você conhece da Internet.

Termino aqui meu texto. Obrigado por ler.

Beijos nas bochechas (lembram? HUAUHAUHA)
Fiquem com... Hum... Dexeupensar... Bah, fiquem com essa música da trilha sonora de Castlevania Curse of Darkness, porque esse jogo é uma merda, mas a trilha sonora é do caralho.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Idolatria à Beleza - Parte 2


Ninguém pensou que eu ia cumprir com o prazo né? xD

Hoje é quarta-feira, são 3 (ou quatro se contar o próprio Domingo) dias de atraso, mas aqui estou eu, para analisar mais friamente o fenômeno da Idolatria à Beleza, DENTRO DA MINHA CONCEPÇÃO. Eu não tenho nenhuma fonte científica que comprove o que vou falar aqui, mas posso garantir que fará pelo menos um pouquinho de sentido. Se não fizer, e você que tá lendo achar que tô falando merda, sabe o que você faz? Me dá uma placa de vídeo melhor e um PS3, que assim eu vou jogar e não escrevo mais, tá? xD

Agora vamos falar sério.

Primeiramente, quero esclarecer que usei palavras como "atualmente" na Parte 1, assim como exemplos atuais (Colírios, Cine, etc). No entanto, o meu atualmente refere-se a, mais ou menos, a partir dos anos 50, ou seja, da segunda metade do século XX e do começo - no qual nos encontramos - do século XXI.

Esclarecido isso, posso continuar.

"Segundamente", também gostaria de dizer que, eu, em hipótese alguma sou machista, ou me enquadro na minha definição de homem (que eu posso vir a utilizar), assim como não enquadro todas as mulheres na minha definição de mulher. Obviamente, eu me refiro às massas.

Pois bem, vamos à postagem, as considerações iniciais já tão ficando massantes. Não tô escrevendo um livro, afinal.

O primeiro passo é diferenciar o homem da mulher, coisa que eu não gosto muito de fazer - visto que acima de tudo somos seres humanos. O fenômeno de idolatria à beleza se dá nos dois sexos, mas de formas bastante diferentes. Também, o texto se refere a homens e mulheres heterossexuais, é claro. E não homossexuais não podem ser enquadrados como membros do sexo oposto e se você acha isso, você é retardado(a).

O Homem


O homem idolatra, principalmente, a beleza do corpo. Porque o corpo da mulher, para ele, representa uma só coisa: Sexo. Claro muitos homens valorizam uma mulher inteligente, uma mulher com conteúdo, uma mulher rica, bla bla bla...
Mas a primeira coisa que um homem pensa ao ver uma mulher e o corpo dela, é em sexo.

Ao ver uma mulher gostosa, mas feia de rosto, a primeira coisa que ele vai pensar é em transar com ela "de quatro". Ao ver uma mulher bonita de rosto, e gostosa, ele pensa em transar com ela (posição aleatória aqui). Ao ver uma mulher bonita de rosto, mas muito magra/muito gorda (lembrando que esses padrões variam de homem para homem), ele vai pensar em como ela é bonita, mas como o sexo não seria tão agradável. Logo, a idolatria à beleza do homem, é acima de tudo e, principalmente, no Brasil, uma idolatria a um corpo bonito. E também tem a questão da identificação... O homem idoliza uma mulher que faça sexo "hedonísticamente" como ele faz, como a mulher que tá na mídia parece fazer, e com aquele corpão. Mesmo assim, se não passa de um objetivo sexual, por que existe a idolatria?

Vou explicar isso assim que eu explicar como a massa feminina se sente, na minha concepção sociológica.


A Mulher


A mulher idoliza certos homens bonitos (não vou vir aqui falar de homens-fêmea nem nada, padrão de beleza NÃO entra na discussão se não for necessário). "Tá, Yan, isso eu já sei, você já falou. E dai?"

Pois bem, lógico que a questão é aqui é: Por que? Não é pra fazer sexo. Claro, ela pode até pensar nisso, mas é de conhecimento geral que ela não vai pensar nisso como um homem o faria. Então por que? É difícil responder essa pergunta, porque ela pode ser respondida de várias formas. Uma delas, é que a mulher é mais vaidosa (se isso tá mudando ou não, não faz diferença pro que eu vou dizer). Logo, quando ela vê um ídolo mais bonito, ela sente-se compreendida e, mais, adorara ostentá-lo por aí, causar inveja (Claro que homem também faz isso, mas na Idolatria à Beleza, homem pensa mais em sexo do que em qualquer coisa assim). Então a Idolatria, como qualquer Idolatria que se possa ter, é de certa forma um egoísmo. O ser humano ama (idolatra) o Ídolo, porque o Ídolo é igual à ele, pelo menos em algum quesito. E na minha concepção do caso das mulheres, é esse. Mas se é assim, porque a mulher precisa idolatrar o bonito-famoso? A resposta dessa pergunta, ao meu ver, é a mesma da pergunta "Mas se o homem idoliza um símbolo sexual, por que existe a idolatria?"

Porque o objetivo é inalcançável!

O Ídolo existe, é famoso e tal, mas mesmo assim, a menina sabe que nunca vai poder ostentar aquele homem. O homem sabe que nunca vai comer aquela mulher. É inalcançável e nós seres humanos nos sentimos mais atraídos por aquilo que não podemos ter. Logo, um beijo daquele ídolo gatão na bochecha vale mais do que um na boca de mil meninos bonitos random! E ela nunca mais vai lavar aquela bochecha... Ou pelo menos é o que ela vai dizer na hora, né? Você não poder ter uma coisa, a torna muito mais interessante. E, claro, a mídia, o controle remoto que comanda as massas, sabe explorar isso como ninguém.

Bom, é isso. The Mars Volta pra vocês, e beijos nas bochechas, porque, pensando, bochechas são como a bunda da cara. /hum

segunda-feira, 12 de julho de 2010

NERDs.


Post importante o de hoje... Sim... Muito importante, muito! AH HA HA HA HA HA!!! <- vilão.

Brincadeiras à parte, não sei da onde surgiu a inspiração pra fazer esse post, mas vou apenas repetir nele algo que eu digo faz tempo.

Primeiramente, pense consigo mesmo... O que você, QUE ESTÁ LENDO, entende por "NERD"?

Opiniões variadas, agora, eu imagino. Já me chamaram muito de NERD na escola. Isso faz tempo, foi na época que eu era bom aluno =P No entanto, chamavam porque minhas notas e entendimento geral da matéria eram boas. Bem, seja qual for o conceito que você tem de NERD, posso garantir que o deles estava errado. Bom, já vi chamarem de NERD o pessoal que entende muito de computadores, de hacking, de Informática no geral. Tipo o Bill Gates jovem:


Now we're talking :P Porque o tio Bill (e sim, ele foi preso) faz o tipo que você, provavelmente pensou: Um jovem de óculos, geralmente com o grau alto, usando colarinho alto e roupa social.

Claro que mais detalhes poderiam ser adcionados à descrição nerd, como por exemplo a pochete, o resto da vestimenta social, o aparelho, até o patinete e o tênis branco. Botões bem abotoados (?) também, é claro, isso sem nos esquecer dos extremos da balança: Ou muito acima do peso, ou raquítico.

Movamo-nos para os gostos do NERD. Ele gosta de computadores, isso já sabemos, então ele é um entusiasta de tecnologia, com gadgets avançados, etc. Video-games, oh sim. Mas não quaisquer video-games. Jogos de aventura, ação complexa, estratégia, RPG (MMO e single)... OH SIM RPG! RPG de mesa também pode estar entre os gostos do NERD, que, por isso, deve sentir-se headbanger com uma camiseta do Rhapsody por aí, já entrando em seu gosto musical, que pode variar, mas ele gosta de de música clássica, ah ele gosta! Quadrinhos... Oh sim, os quadrinhos, que às vezes podem abranger aqueles vindos da Terra do Sol Nascente, junto de suas animações... Seriados também são a pegada do NERD, que pode gostar de seriados antigos também e.... PÁRA TUDO.

Eu gosto de tudo isso.

"Ah Yan, você não anda de patinete, não usa óculos [preciso usar], não tem o cabelinho do Bill Gates, não..."

É meu caro, poucos NERDs hoje em dia possuem essas características.

"Então como eu vou diferenciar na rua um idiota-bitolado-que-não-sai-de-casa-e-é-bom-em-matemática de um sujeito normal com o qual eu possa me relacionar?!??!! DDDD:"

É, você não vai. Sabe por que? Porque há um monte de NERDs que saem, vão pra balada, fazem sexo, bebem, fumam, usam drogas, trabalham, são de humanas, praticam esportes e/ou artes marciais, têm uma boa saúde física, são maus alunos, ET CETERA.

"OH MEU DEUS, ELES ESTÃO ENTRE NÓS!!"

Mais do que imagina. Então, por que não dar àquele cara que você descriminou por gostar de RPG tabletop (o de mesa), uma chance, cara garota? Então porque não ficar amigo dele, caro valentão? Quando você diz que algo é "coisa de NERD", tudo que você tá fazendo, é ROTULAR algo que alguém gosta e, olha, quem gosta e entende o que é um NERD (ou seja, entende que o conceito é tão abrangente que não quer dizer nada, apenas rotular um monte de coisa), vai ficar pouco se fodendo, quando você falar isso, então, trate de não perder seu tempo com isso e, até dar uma chance para aqueles quadrinhos, para aquele video-game que você só liga pra jogar futebol, para aquele filme de ficção científica. Quem sabe você não gosta? Quem sabe por trás daquele garoto que é fã de Xena, não tem uma pessoa que você adoraria conhecer? =P (se passou a impressão, peço desculpas, mas esse post não foi endereçado a ninguém em especial)

Finalizo o tópico dizendo:

Essa coisa de NERD, não existe mais. /fikdik

Agora a algumas considerações:

Primeiramente, me pediram pra fazer uma postagem sobre preconceito, mas eu não vou. Porque, apesar do fundamento de preconceito ser o mesmo, cada preconceito acontece por motivos diferentes e eu prefiro falar sobre um de cada vez.

"Segundamente", quero dizer que, apesar de falar sobre um de cada vez, prometo que minha próxima postagem não será sobre isso, como foram as últimas três.

Por fim, beijos em suas bundas e fiquem com um pouco de Vivaldi:

terça-feira, 29 de junho de 2010

Um conselho, sério, do fundo do meu coração: SINTA PENA.

Não to mandando filho de bacante nenhum ser piedoso, não! _|_ Sejam malvados mesmo -q

A postagem de hoje, foi originada num diálogo com amigos no encontro xenite (ENCONTRO XENITE MANO, MUITO FODA AHHH VO MORRER FODA D+++). Ela fala sobre sentir pena...

.....

................Daqueles que você, normalmente, sentiria raiva.

Isso é, acima de tudo, porém não mais importante (AMO paradoxos), um exercício Zen. Sentindo pena você se stressa menos e se desgasta menos. Tá, você pode ficar meio triste, mas não vai se COMPARAR com o que o desgaste que você teria se sentisse raiva, não pena.

O papo surgiu quando abordou-se a questão de preconceito. Não me recordo bem como surgiu, no entanto, lembro-me de nossa amiga Laly, que é gorda*, mencionar o preconceito contra pessoas gordas. E foi então que um outro presente na mesa, não me recordo bem quem, mencionou sobre o preconceito contra as pessoas gordas ser uma coisa física, enquanto a homofobia ser um preconceito mais ideológico.

Concordo, mas não é disso que eu vim falar (quem sabe até num futuro próximo, eu faça uma postagem sobre os tipos de preconceito).

Eu vim aqui reproduzir, não fielmente, mas mais detalhadamente, o que eu disse para eles, que foi o exato conselho no título desse post:

SINTA PENA.

Por que sentir pena? Porque essas pessoas, que sofrem de homofobia, que são más, que não gostam de pessoas gordas... Elas são VÍTIMAS. Repito, VÍTIMAS! Elas são vítimas de um sistema (parcialmente auto-gerado, mas só parcialmente) que prioriza por padrões (nem sempre de maioria, os negros são maioria no Brasil, mas o preconceito ainda é existente) sociais. Homem branco, forte, alto, rosto bonito, olhos claros, cabelo "bom". Mulher branca, alta, curvilínea, cabelo "bom". Essas pessoas foram tão manipuladas pelos seus arredores, que passam a repudiar aqueles que não seguem o padrão que elas próprias apreciam. Ora, fosse criado numa suciedade 90% gay, por uma família gay, o homofóbico seria gay, ou pelo menos, NO MÍNIMO, simpatizante. Talvez até tivesse preconceito contra hétero! Mas ele é uma vítima, de uma manipulação que ele não vê acontecer, vítima de conceitos implantados na cabeça dele. Ele é uma vítima, não tem culpa de ser assim, portanto, tenha pena dele! E, além de ter pena, tenha consciência, repita para consigo mesmo: EU ESTOU NUM NÍVEL ACIMA DESSA PESSOA.

Cada boa ação - dentro dos nossos conceitos - que realizamos, somos menos dignos de pena para nós mesmos! Se você não é da forma como você gostaria de ser, mude! Mas não para agradar os outros, mude para agradar a si.

Outra questão que eu gostaria de abordar aqui, já que usei o exemplo da homofobia, é a de interpretação de personagens. O tolo é tolo em qualquer lugar, o sábio, finge ser tolo no meio dos tolos. Muitas vezes somos forçados a dizer o que as pessoas querem ouvir, pra continuar vivendo. Ser sincero 100% do tempo é impossível e tem que ser muito, mas muito hipócrita para discordar disso. Foi o que eu falei, também no encontro xenite:

"Se eu virasse gay, hoje, hoje mesmo. Eu não ia falar isso pra amigos preconceituosos, nem para meus parentes. Porque eles são vítimas, não poderia eu culpá-los por não entender minha orientação/opção, visto que eu também não entendo o preconceito que eles têm."

É lamentável e é uma dura verdade, mas às vezes, o melhor para ambas as partes é apenas dizer aquilo que as pessoas querem ouvir, PELO MENOS NESSE CASO.

*Nada contra gordas, vocês sabem que eu atoron rs.

Beijos em suas bundas, seja de qual cor elas forem, desde que não sejam ISLAMIC ASSES \m/

Até a próxima.