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quarta-feira, 13 de julho de 2011

(Reinauguração) A paisagem cultural do entretenimento eletrônico dos anos 80 até hoje em dia

Primeiramente gostaria de falar um pouco sobre a reinauguração do blog, que estava suspenso em função de sua prévia substituição pelo tumblr. (Que você pode acessar clicando aqui). Para tal, copiarei e colarei aqui o comunicado postado no mesmo:

Bom, eu não nego que quando criei este tumblr, o fiz no intuito de substituir o meu blog, Expressão 88. Todavia, após o uso deste, notei que o tumblr é muito mais adequado para postagens de texto, digamos, mais pessoais, se não mais íntimas. Enquanto no blog postava textos (que pelo menos intencionavam ser) interessantes a qualquer um que a página acessasse, aqui o que escrevo não interessaria a ninguém, senão a pessoas que me conhecem.

Por isso, continuarei com o Expressão 88, mas não excluirei o tumblr, que continuará ativo. Agradeço a compreensão.

Feito isso, posso enfim escrever o post de reinauguração, que, advinhem, será sobre vid... Entretenimento eletrônico interativo. (Correção executada após a observação imaginária de vários usuários fechando a janela do blog).

- O contexto histórico-social -

Piadas à parte, o entretenimento eletrônico interativo, também conhecido como Video-Game nasceu em meados dos anos 60, nas mãos de alguns cientistas. Porém só conquistou sua popularidade (e industrialização massiva) no começo da década de 80, mesma época em que jovens roqueiros tomavam enquadros da polícia, ao invés de serem julgados como classe-média automaticamente. Bons tempos... *suspiro*

O primeiro jogo de verdade a ser lançado e comprado em massa, foi o chamado "Pong." Conhecido no Brasil pelo nome "Telejogo." Consistia, basicamente, de um "pauzinho" em cada extremidade da tela que rebatiam a bolinha (que não passava de um píxel) de um lado para o outro como num jogo de ping-pong. Um brinquedo, simples entretenimento para a família e para a criançada, me recordo de num livro dos anos 80, o adolescente protagonista narrar ter jogado o revolucionário aparato com sua avó. Mas certamente nenhum dos habitantes da tão mágica década de 80 tinha alguma noção de que aquele simples bate-e-rebate tornar-se-ia algo tão genuinamente grandioso (talvez os Illuminatti da época soubessem, né, vai saber... Mas naquela época as pessoas ainda não criavam teorias da conspiração como criam-se hoje com a popularização da Internet).


Claro que não demorou para que a diversão evoluisse para jogos como os do Atari, este sim de fato uma plataforma de jogos (afinal estes eram comprados separadamente). Ainda assim, a simplicidade de jogabilidade e contexto/motivo/estória matinham os jogos como um aparato, se não para toda a família, para quaisquer audiências. E foi assim, eu prejulgo, mais ou menos até a geração dos 16-bits (Super Nintendo, Mega Drive, etc). Por fim, findou-se completamente, com caixão e vela preta, a sensação de entretenimento simples e para todas as audiências na segunda metade dos anos 90, com consoles como o Playstation e o Nintendo 64.

Hoje, essa sensação praticamente inexiste, os video-games possuindo, no Brasil, uma cultura infantil, adolescente e jovem adulta, além de, em todos os casos, masculina. Nos países desenvolvidos, especialmente nos EUA, essa cultura é mais puxada ao jovem-adulto e ao adulto, além de ser menos (porém ainda sendo) masculinizada. Em outras palavras, nos EUA há mais adultos jogando video-game, além de mais mulheres. Para se ter uma idéia, há mais jogadoras americanas acima de 20 anos, que jogadores americanos abaixo de 18. Mas será que o conceito de entretenimento familiar simples e generalizado morreu mesmo? As famílias de clase média alta jogando seus Wii's dizem que não. É claro que a elitização cultural dos video-games deve-se também ao tamanho do investimento necessário, portanto, os jogos além de tudo afastaram-se das classes mais baixas. Outro fator que contribuiu para isso, foi o advento dos fliperamas, em muitos casos infestados de drogas e adolescentes mal-intencionados, que mancharam a imagem pura que joguinhos inocentes deveriam ter. Ainda na questão das classes, também vale lembrar que, quanto mais alta a classe social, maior a afinidade (e dependência) para com a tecnologia em geral. (para um ensaio mais aprofundado sobre esse tema, clique aqui).

- O Contexto artístico-social -

É óbvio que audiências mais simples (que não necessariamente significa "mais pobres", pois me refiro aos hábitos de entretenimento, que são igualmente simples nas classes mais altas, apenas mais caros) gostarão de filmes mais simples. Uma família mais simples, em geral, não apreciaria um filme como "O Labirinto do Fauno" ou "Trainspotting". Ao invés, veria "Velozes e Furiosos" ou "Transformers", preferiria músicas simples como funk, pop rock, rock n' roll, pop, etc, a rock/metal progressivo, jazz, música erudita, etc. E com jogos, claro, também é assim. Acontece que, na grande massa de jogos, não saíram mais jogos simples, inocentes e divertidos. Saíram, até, mas não popularizaram-se como quando eram novidade e não existia então um preconceito em cima dos mesmos, até porque miraram um público alvo já fechado. Joguemos Mario 64, é simples e divertido, mas seu avôs conseguiriam jogar? E o jogo em si foi produzido pensando "Miremos que jogadores de video-game comprem!"

O que antes era um mero contexto escrito em um manual, apenas para dar motivos a fases e pontuações, hoje são tramas complexas, produções milionárias escritas por roteiristas famosos, com compositores estudados por trás da atmosfera musical. Jogos não são uma diversão para toda a família, são algo refinado, só para quem está disposto a dedicar tempo e cérebro. Peguemos o contexto de um deles, por exemplo, Silent Hill 2 (eu não canso de citar ele...): O jogo aborda temas como assassinato, sentimento de auto-punição, repressão do desejo sexual, a relação entre amor e sexo, abuso sexual... É, acho que já deu pra entender. Mas vamos citar outro exemplo... A série Metal Gear Solid. Bom, aborda temas como guerra, política no geral, controle sócio-político das massas, amor/ódio, relações entre pais e filhos e mestre e discípulo, desastres nucleares, formação psicológica do indivíduo, drogas, consequências sócio-políticas de atos de guerra, terrorismo, até mesmo o próprio sentido da vida... Enfim, se não deu pra entender agora, sugiro que vá suicidar-se.


- Encerrando -

Lembra que comentei das famílias de classe média-alta e seus Wii's? Pois é, em seu lançamento e até hoje, a Nintendo fez uma propaganda de algo revolucionário, e, principalmente, um video-game para toda a família. Apesar da primeira afirmação ser uma mentira deslavada, a segunda era verdade. Por quê? Porque os jogos do Wii são simples (você mal precisa associar funções cognitivas a botões, joguem movimentos para ser o mais instintivo possível) e divertidíssimos. Claro que há jogos complexos e fodões para o Wii (como No More Heroes), mas o foco, a apelação de conteúdo dele é de jogos para toda a família. O que a Nintendo fez com console não foi de forma alguma uma revolução, mas sim UMA VOLTA ÀS RAÍZES em busca de um apelo comercial maior. E deu certo, o Wii é um dos 5 video-games mais vendidos da História. Impressionante? Sim. Comercialmente inteligente? Absolutamente.

Infelizmente, a realidade é essa e é cruel que obras de arte ainda não sejam tão apreciadas como deveriam fatalmente ser, graças ao fechamento e elitização de uma cultura. No Brasil, esse fechamento ainda se intensifica graças à implantação da língua inglesa (ou japonesa...) tradicional nos jogos, que até muito pouco tempo, nem oficialmente lançados por aqui eram, muito menos em PT-BR.

"Trágico..." como diria o Sr. Omar.

Claro que eu precisaria fechar o post com algo da boa e velha video-game music que todos amamos, dessa vez com um clássico. E COMENTEM!!!!!!!


sábado, 8 de janeiro de 2011

Meu mórbido conto de Natal...

*ouvindo Iter Impius* (precisava escrever isso...)
Bem, então... Lá vamos nós no post. A parada é que nas proximidades do Natal eu tive uma idéia para um conto que nunca se concretizou, graças à infinidade de preguiça e consequentemente, falta de produtividade. Adicione isso a uma certa falta de inspiração (quem cria, seja o que for, sabe que idéia e inspiração são diferentes.) e o conto nunca saiu. Por mais que eu esteja lá um "pouquinho" atrasado, foda-se, postarei o conto assim mesmo! Se não me engano, este é meu primeiro conto que posto aqui. Mas bem, uma hora a gente tem que postar essas coisas, porque a gente não resiste. Tenho de ressalvar que enquanto escrevo esse texto, o conto ainda descansa na minha mente, portanto, escreverei-o diretamente aqui, agora. É um conto instantâneo, basta adicionar letras. Agora vô colocar algo instrumental e triste (leia-se "Astor Piazzolla") e mãos ao teclado.


Peru assado na ponta do cigarro

Eu tô vendo a neve cair. Puta ironia, porque eu sou brasileiro, tô acostumado a passar o Natal
debaixo de um sol desgraçado. Mas a vida me trouxe até aqui, até essa situação tão indígna
que me pergunto se o castigo divino realmente existe. Idiotice, lógico que não existe. Se não eu
estaria sendo torturado nesse momento da forma mais cruel possível, porque se eu fosse Deus, seria isso que eu diria que, bem... Eu mereço. Mas Deus não está em questão, não que eu não acredite nele, só acho que ele é um babaca. Por um momento eu tenho vontade de gritar "Ouviu isso, Deus?! Você é um babaca!" Pra todos esses americaninhos de bosta saírem em suas janelas e pensarem que sou algum louco falando espanhol. Vê? Se Deus não fosse um idiota, os Estados Unidos não existiriam. Eu queria comer peru hoje. Eu sei, era pra comer peru na véspera, mas porra não comi também, queria comer hoje. Minhas feridas tão doendo, acho que eu não aguento muito mais e eu tenho preguiça o suficiente pra não querer levantar a cabeça e ver se os trapos tão manchados de sangue. Tudo dói. Não sei por que me agarro à vida com tanta força ainda, devia me deixar morrer logo. Acendo um cigarro pra aliviar o processo. os americaninhos de bosta costumam ter lareiras no Natal... Bom, eu tenho pelo menos um cigarro. Aliás, pena que não dá pra assar um bom peru nele... Não que o peru se asse na lareira. A tinta da caneta tá falhando, por causa do frio. E esse papel tá quase voando da minha mão, tá meio ventando. Sei lá, o frio não me deixa sentir mais nada direito... O papel querendo voar é a única indicação de que tá ventando pra mim, mas foda-se, agora que minha hora tá chegando, tô começando a refletir. A folha acabou. Vou escrever no verso. Pois bem, começando a refletir sobre minha vida, sobre as pessoas que matei friamente, sobre os golpes que dei. E agora num desses golpes eu fui, bem... "Golpeado" e perdi tudo. E agora o frio consome meus ternos caros que não me protegem do mesmo. O couro refinado dos meus sapatos nada significa. Que deprimente é não ter dinheiro. Feliz natal, americanos malditos. Nossa, eu não tô conseguindo segurar o cigarro com a mão mais. Penduro ele na boca. Que bom que ainda consigo escrever. O papel tá quase acabando, o cigarro e a minha vida também. Chegou no filtro. Fumei esse devagar pros meus padrões, mas foda-se. Agora, por fim, eu cuspo o filtro na neve ali a alguns centímetros pro meu lado. O papel... Eu vô abraçar ele, pro vento não levar, pra alguém achar ele comigo. Última linha, vô colocar esse ponto final e fechar os olhos.

Fim

Bem é isso espero que tenham gostado *-* Não li o que escrevi, nem revisei, então perdoem eventuais discordâncias e/ou erros de digitação. Fiquem com a música que eu mais me inspirei pra escrevê-lo:


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

Um conselho, sério, do fundo do meu coração: SINTA PENA.

Não to mandando filho de bacante nenhum ser piedoso, não! _|_ Sejam malvados mesmo -q

A postagem de hoje, foi originada num diálogo com amigos no encontro xenite (ENCONTRO XENITE MANO, MUITO FODA AHHH VO MORRER FODA D+++). Ela fala sobre sentir pena...

.....

................Daqueles que você, normalmente, sentiria raiva.

Isso é, acima de tudo, porém não mais importante (AMO paradoxos), um exercício Zen. Sentindo pena você se stressa menos e se desgasta menos. Tá, você pode ficar meio triste, mas não vai se COMPARAR com o que o desgaste que você teria se sentisse raiva, não pena.

O papo surgiu quando abordou-se a questão de preconceito. Não me recordo bem como surgiu, no entanto, lembro-me de nossa amiga Laly, que é gorda*, mencionar o preconceito contra pessoas gordas. E foi então que um outro presente na mesa, não me recordo bem quem, mencionou sobre o preconceito contra as pessoas gordas ser uma coisa física, enquanto a homofobia ser um preconceito mais ideológico.

Concordo, mas não é disso que eu vim falar (quem sabe até num futuro próximo, eu faça uma postagem sobre os tipos de preconceito).

Eu vim aqui reproduzir, não fielmente, mas mais detalhadamente, o que eu disse para eles, que foi o exato conselho no título desse post:

SINTA PENA.

Por que sentir pena? Porque essas pessoas, que sofrem de homofobia, que são más, que não gostam de pessoas gordas... Elas são VÍTIMAS. Repito, VÍTIMAS! Elas são vítimas de um sistema (parcialmente auto-gerado, mas só parcialmente) que prioriza por padrões (nem sempre de maioria, os negros são maioria no Brasil, mas o preconceito ainda é existente) sociais. Homem branco, forte, alto, rosto bonito, olhos claros, cabelo "bom". Mulher branca, alta, curvilínea, cabelo "bom". Essas pessoas foram tão manipuladas pelos seus arredores, que passam a repudiar aqueles que não seguem o padrão que elas próprias apreciam. Ora, fosse criado numa suciedade 90% gay, por uma família gay, o homofóbico seria gay, ou pelo menos, NO MÍNIMO, simpatizante. Talvez até tivesse preconceito contra hétero! Mas ele é uma vítima, de uma manipulação que ele não vê acontecer, vítima de conceitos implantados na cabeça dele. Ele é uma vítima, não tem culpa de ser assim, portanto, tenha pena dele! E, além de ter pena, tenha consciência, repita para consigo mesmo: EU ESTOU NUM NÍVEL ACIMA DESSA PESSOA.

Cada boa ação - dentro dos nossos conceitos - que realizamos, somos menos dignos de pena para nós mesmos! Se você não é da forma como você gostaria de ser, mude! Mas não para agradar os outros, mude para agradar a si.

Outra questão que eu gostaria de abordar aqui, já que usei o exemplo da homofobia, é a de interpretação de personagens. O tolo é tolo em qualquer lugar, o sábio, finge ser tolo no meio dos tolos. Muitas vezes somos forçados a dizer o que as pessoas querem ouvir, pra continuar vivendo. Ser sincero 100% do tempo é impossível e tem que ser muito, mas muito hipócrita para discordar disso. Foi o que eu falei, também no encontro xenite:

"Se eu virasse gay, hoje, hoje mesmo. Eu não ia falar isso pra amigos preconceituosos, nem para meus parentes. Porque eles são vítimas, não poderia eu culpá-los por não entender minha orientação/opção, visto que eu também não entendo o preconceito que eles têm."

É lamentável e é uma dura verdade, mas às vezes, o melhor para ambas as partes é apenas dizer aquilo que as pessoas querem ouvir, PELO MENOS NESSE CASO.

*Nada contra gordas, vocês sabem que eu atoron rs.

Beijos em suas bundas, seja de qual cor elas forem, desde que não sejam ISLAMIC ASSES \m/

Até a próxima.