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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Como todos somos estuprados desde a infância

Eu pensei em não digitar esse post. Seriamente. Primeiro porque é uma crítica rasa, sem pesquisa e um tanto óbvia, também. No entanto, pensando no pessoal que lê, sei que muita gente vai gostar dele e que muita gente não ouviu essa crítica tão básica. Portanto, farei as honras e serei o primeiro (tomara que de muitos) a dizer isso a alguns de vocês. Trata-se de uma crítica ao sistema educacional brasileiro (e de grande parte do mundo) e suas fundamentações básicas.

Pra começar, vamos a uma pergunta básica que fundamenta todo o resto: Por que você vai/foi à escola? De certo, são várias as respostas... Mas a maioria, claro, será no grosso um "para ser alguém na vida". Seja para conseguir um emprego que necessita do fundamental ou do médio completo, ou para poder entrar em uma Universidade, é pra isso que todos nós vamos à escola. É para isso que todos nós sofremos o estupro educacional.



"Estupro educacional? Como assim?!" Bem, essa é uma expressão que já ouvi dois grandes professores meus usarem. Pois explico: Estupro educacional, é como um estupro sexual, mesmo: X quer, Y não, mas Y é forçado a fazer mesmo assim.

A escola, como a conhecemos hoje, tem sua principal falha (na minha opinião, excluindo questões políticas) no fato de que é um sistema desenvolvido para ensinar pessoas a terem resistência a atividades repetitivas diárias (preparação para o trabalho massante) e sucesso baseado num sistema de testes. A escola e o método de estupro estudo "criam" o aluno, por assim dizer, para ser um robô, capaz de passar em testes, um cão que executa saltos e truques esperando um biscoito.

Acredito que muitos já devem ter questionado porque estavam a aprender certa matéria e o educador que a ensinava respondeu veemente que "Cai no vestibular." Ora, nada podemos fazer, se "cai no vestibular", senão aprender se quisermos entrar numa universidade, certo? No entanto, mesmo caindo no vestibular, não muda o fato de que, dependendo do curso que pretendemos fazer (ou se não pretendemos fazer nenhum), o conhecimento adquirido ali continuará inútil. A escola não cria o aluno como uma preparação para o ensino superior* ou lhe dá estudo, educação, mas sim ensina-o a passar em testes programados. Todo o sistema, desde a nossa primeira série, até o ensino superior (que triunfa ainda em alguns outros aspectos), baseia-se no simples sucesso em testes e/ou atividades mecânicas.


Na lousa: "Não vou instigar revolução"

Ora, devo confessar que, vendo as coisas por esse lado, sinceramente dou mais valor a um aluno que burla o sistema e faz apenas o suficiente para passar de ano, do que àquele aluno considerado exemplar, que tem as melhores notas. Claro que nossa sociedade aplaude mais ao segundo e execra (até pune!) o primeiro, no entanto é importante lembrar que falo da mesma sociedade que aplaude mais àquele que trabalha feito um desgraçado a vida toda (sempre defendendo os interesses de outros e nunca os próprios), para ter sucesso financeiro e ascensão social. Mesma sociedade que aplaude aquele que trabalha duro a semana toda, para ter sucesso financeiro e poder descontar todas suas frustrações no simples ato de comprar e provar que valeu a pena todo o esforço. É a mesma medíocre e alienada sociedade que aplaude o cidadão alienado, quem aplaude o aluno que nada mais é que um protótipo do próprio cidadão, um robô mirim. 


Primeiro, desde a infância, somos estuprados cada vez mais, durante anos, apenas para que nos preparemos para o grande estupro da alienação pelo trabalho. Perdoem-me o exemplo tão chulo, mas da forma como eu vejo as coisas, o sistema educacional, a escola antes do trabalho, é como se desde a infância fôssemos FODIDOS NO CU por um consolo cada vez maior, para enfim encararmos o Shane Diesel sem reclamar, pelo resto de nossas vidas. O ensino técnico que o diga, é como se fosse o primeiro cacete humano que se encontra entre o último consolo de látex e o Shane. Frustrados pelo abuso repetido e constante, pela inércia e pela insatisfação de seus anseios pessoais, satisfeitos apenas na compra de mercadoria, estes chamados cidadãos desejam as mesmas frustrações no outro, e se orgulham quanto mais estuprados estes são.

E sabem o que é o pior de tudo? É que o ciclo vicioso se repete, com os pais descontando tais frustrações nos filhos, desejando que os filhos sofram o mesmo estupro que eles, ou que possa compensar o estupro (que para eles não foi compensado) com seu belo Biscoito Scooby.

Acho que se continuasse minha crítica, começaria a ser redundante e não o desejo. Quero pedir desculpas pelo atraso de um dia da postagem, mas não consegui escrever na quarta-feira e me faltou a inspiração para fazê-lo anteriormente. Uma boa vida, com o mínimo possível de estupros, a todos. Fiquem com uma música MUITO foda.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

(Reinauguração) A paisagem cultural do entretenimento eletrônico dos anos 80 até hoje em dia

Primeiramente gostaria de falar um pouco sobre a reinauguração do blog, que estava suspenso em função de sua prévia substituição pelo tumblr. (Que você pode acessar clicando aqui). Para tal, copiarei e colarei aqui o comunicado postado no mesmo:

Bom, eu não nego que quando criei este tumblr, o fiz no intuito de substituir o meu blog, Expressão 88. Todavia, após o uso deste, notei que o tumblr é muito mais adequado para postagens de texto, digamos, mais pessoais, se não mais íntimas. Enquanto no blog postava textos (que pelo menos intencionavam ser) interessantes a qualquer um que a página acessasse, aqui o que escrevo não interessaria a ninguém, senão a pessoas que me conhecem.

Por isso, continuarei com o Expressão 88, mas não excluirei o tumblr, que continuará ativo. Agradeço a compreensão.

Feito isso, posso enfim escrever o post de reinauguração, que, advinhem, será sobre vid... Entretenimento eletrônico interativo. (Correção executada após a observação imaginária de vários usuários fechando a janela do blog).

- O contexto histórico-social -

Piadas à parte, o entretenimento eletrônico interativo, também conhecido como Video-Game nasceu em meados dos anos 60, nas mãos de alguns cientistas. Porém só conquistou sua popularidade (e industrialização massiva) no começo da década de 80, mesma época em que jovens roqueiros tomavam enquadros da polícia, ao invés de serem julgados como classe-média automaticamente. Bons tempos... *suspiro*

O primeiro jogo de verdade a ser lançado e comprado em massa, foi o chamado "Pong." Conhecido no Brasil pelo nome "Telejogo." Consistia, basicamente, de um "pauzinho" em cada extremidade da tela que rebatiam a bolinha (que não passava de um píxel) de um lado para o outro como num jogo de ping-pong. Um brinquedo, simples entretenimento para a família e para a criançada, me recordo de num livro dos anos 80, o adolescente protagonista narrar ter jogado o revolucionário aparato com sua avó. Mas certamente nenhum dos habitantes da tão mágica década de 80 tinha alguma noção de que aquele simples bate-e-rebate tornar-se-ia algo tão genuinamente grandioso (talvez os Illuminatti da época soubessem, né, vai saber... Mas naquela época as pessoas ainda não criavam teorias da conspiração como criam-se hoje com a popularização da Internet).


Claro que não demorou para que a diversão evoluisse para jogos como os do Atari, este sim de fato uma plataforma de jogos (afinal estes eram comprados separadamente). Ainda assim, a simplicidade de jogabilidade e contexto/motivo/estória matinham os jogos como um aparato, se não para toda a família, para quaisquer audiências. E foi assim, eu prejulgo, mais ou menos até a geração dos 16-bits (Super Nintendo, Mega Drive, etc). Por fim, findou-se completamente, com caixão e vela preta, a sensação de entretenimento simples e para todas as audiências na segunda metade dos anos 90, com consoles como o Playstation e o Nintendo 64.

Hoje, essa sensação praticamente inexiste, os video-games possuindo, no Brasil, uma cultura infantil, adolescente e jovem adulta, além de, em todos os casos, masculina. Nos países desenvolvidos, especialmente nos EUA, essa cultura é mais puxada ao jovem-adulto e ao adulto, além de ser menos (porém ainda sendo) masculinizada. Em outras palavras, nos EUA há mais adultos jogando video-game, além de mais mulheres. Para se ter uma idéia, há mais jogadoras americanas acima de 20 anos, que jogadores americanos abaixo de 18. Mas será que o conceito de entretenimento familiar simples e generalizado morreu mesmo? As famílias de clase média alta jogando seus Wii's dizem que não. É claro que a elitização cultural dos video-games deve-se também ao tamanho do investimento necessário, portanto, os jogos além de tudo afastaram-se das classes mais baixas. Outro fator que contribuiu para isso, foi o advento dos fliperamas, em muitos casos infestados de drogas e adolescentes mal-intencionados, que mancharam a imagem pura que joguinhos inocentes deveriam ter. Ainda na questão das classes, também vale lembrar que, quanto mais alta a classe social, maior a afinidade (e dependência) para com a tecnologia em geral. (para um ensaio mais aprofundado sobre esse tema, clique aqui).

- O Contexto artístico-social -

É óbvio que audiências mais simples (que não necessariamente significa "mais pobres", pois me refiro aos hábitos de entretenimento, que são igualmente simples nas classes mais altas, apenas mais caros) gostarão de filmes mais simples. Uma família mais simples, em geral, não apreciaria um filme como "O Labirinto do Fauno" ou "Trainspotting". Ao invés, veria "Velozes e Furiosos" ou "Transformers", preferiria músicas simples como funk, pop rock, rock n' roll, pop, etc, a rock/metal progressivo, jazz, música erudita, etc. E com jogos, claro, também é assim. Acontece que, na grande massa de jogos, não saíram mais jogos simples, inocentes e divertidos. Saíram, até, mas não popularizaram-se como quando eram novidade e não existia então um preconceito em cima dos mesmos, até porque miraram um público alvo já fechado. Joguemos Mario 64, é simples e divertido, mas seu avôs conseguiriam jogar? E o jogo em si foi produzido pensando "Miremos que jogadores de video-game comprem!"

O que antes era um mero contexto escrito em um manual, apenas para dar motivos a fases e pontuações, hoje são tramas complexas, produções milionárias escritas por roteiristas famosos, com compositores estudados por trás da atmosfera musical. Jogos não são uma diversão para toda a família, são algo refinado, só para quem está disposto a dedicar tempo e cérebro. Peguemos o contexto de um deles, por exemplo, Silent Hill 2 (eu não canso de citar ele...): O jogo aborda temas como assassinato, sentimento de auto-punição, repressão do desejo sexual, a relação entre amor e sexo, abuso sexual... É, acho que já deu pra entender. Mas vamos citar outro exemplo... A série Metal Gear Solid. Bom, aborda temas como guerra, política no geral, controle sócio-político das massas, amor/ódio, relações entre pais e filhos e mestre e discípulo, desastres nucleares, formação psicológica do indivíduo, drogas, consequências sócio-políticas de atos de guerra, terrorismo, até mesmo o próprio sentido da vida... Enfim, se não deu pra entender agora, sugiro que vá suicidar-se.


- Encerrando -

Lembra que comentei das famílias de classe média-alta e seus Wii's? Pois é, em seu lançamento e até hoje, a Nintendo fez uma propaganda de algo revolucionário, e, principalmente, um video-game para toda a família. Apesar da primeira afirmação ser uma mentira deslavada, a segunda era verdade. Por quê? Porque os jogos do Wii são simples (você mal precisa associar funções cognitivas a botões, joguem movimentos para ser o mais instintivo possível) e divertidíssimos. Claro que há jogos complexos e fodões para o Wii (como No More Heroes), mas o foco, a apelação de conteúdo dele é de jogos para toda a família. O que a Nintendo fez com console não foi de forma alguma uma revolução, mas sim UMA VOLTA ÀS RAÍZES em busca de um apelo comercial maior. E deu certo, o Wii é um dos 5 video-games mais vendidos da História. Impressionante? Sim. Comercialmente inteligente? Absolutamente.

Infelizmente, a realidade é essa e é cruel que obras de arte ainda não sejam tão apreciadas como deveriam fatalmente ser, graças ao fechamento e elitização de uma cultura. No Brasil, esse fechamento ainda se intensifica graças à implantação da língua inglesa (ou japonesa...) tradicional nos jogos, que até muito pouco tempo, nem oficialmente lançados por aqui eram, muito menos em PT-BR.

"Trágico..." como diria o Sr. Omar.

Claro que eu precisaria fechar o post com algo da boa e velha video-game music que todos amamos, dessa vez com um clássico. E COMENTEM!!!!!!!


sábado, 30 de abril de 2011

Pequeno ensaio a respeito do avanço desenfreado da tecnologia na sociedade consumista


[A imagem acima não é de minha autoria, achei na net e traduzi, só.]

Peguei-me refletindo, durante um certo período de insônia, a respeito de algumas coisas em relação à tecnologia moderna e senti-me compelido a compartilhar com os leitores do blog as idéias - um tanto quanto abstratas, de fato - que surgiram de tal reflexão. Visto esta ser outra postagem um tanto quanto mais complexa, tentarei mimetizar a forma como escrevi minha dissertação a respeito da formação/consequência da orientação sexual na sociedade moderna, porém adotando uma linguagem um tanto quanto mais descontraída.

Apesar da seriedade que minha escrita traz, gostaria de iniciar o texto com, pasmem, uma piada. Piada essa de natureza um tanto quanto contra-ideológica, vocês verão.

Todos os dias, de sua luxuosíssima cobertura em uma cidade litorânea brasileira, um empresário podia observar, pela janela, ao longo do período em que trabalhava de seu escritório particular, a rotina de um pescador, na praia. Diariamente ele via o pescador trabalhar não mais que algumas horas, vender alguns peixes, comer outros, vez ou outra comprar o básico para viver e passar o resto do dia tocando viola, ou mesmo apenas relaxando na rede, fumando seu caximbo. Sendo o empresário um homem de origem humilde - talvez até mais que a do homem que observava -, um típico self-made-man que subira na vida graças a muito trabalho e grandes noções de empreendedor, não conseguia suportar o fato de que o pobre homem lá de baixo não trabalhasse mais e ampliasse seu negócio de pesca. Tendo isso em vista, resolveu num dia em que estava menos ocupado, descer até a areia e indagar o pescador quanto aos fatores que tanto lhe incomodavam. Abordou então o homem:

-Ei, pescador! Tem um minuto?

O pescador levantou vagarosamente da rede, expreguiçou-se e foi então conversar com o bacana:

-Pois não, dotô'?

-Eu não pude deixar de observar, todos os dias o senhor trabalha menos que quatro horas e fica relaxando o resto do dia aí na rede. Correto?

-Sim, dotô', por quê?

-Bem, é que se o senhor trabalhasse mais horas, poderia vender mais peixes, acumular mais lucro.

-E daí?

-Daí que o senhor poderia comprar uma rede melhor e pescar ainda mais, para então acumular mais lucro e até comprar um barco! Daí pescar muito mais, até poder comprar outro barco! Poderia chegar até a ter uma frota!

-E daí?

-Daí que o senhor poderia ficar rico, se trabalhasse mais, durante sua vida!

-E daí?

-Daí que rico o senhor ia poder aproveitar a vida!

O pescador parou, pensou, voltou então à rede, deitou-se, expreguiçou-se e então falou, sorrindo:

-E o que o dotô' acha que tô fazêno agora?

É claro que, nenhum de nós conseguiria viver uma vida de "vadiagem" como a do pescador apresentado na piada. Ainda assim, ela é importante para que eu demonstre o raciocínio que pretendo demonstrar. A felicidade é relativa e o que faz uma pessoa feliz, jamais fará a outra. O empresário jamais se contentaria com a vida do pescador e o pescador, ainda que pudesse talvez facilmente acostumar-se ao luxo, aos banhos, carros, roupas, iates... Dificilmente conseguiria trabalhar durante a vida toda tal qual o empresário. No entanto, por que NÓS não conseguimos nos adaptar à vida do pescador? É claro, nós só perseguimos o dinheiro, não porque somos porcos capitalistas, mas sim porque perseguimos as coisas que nos dão prazer, conforto, diversão... E essas coisas custam dinheiro , quer dizer, sexo não né, se você tiver com quem fazer, mas leve em conta que são necessárias camisinhas (dá no posto? E você acha que é o imposto de quem que paga?), um lugar privado pra trepar (menos na Holanda kkkkkk Holanda = Paraíso kkkkkkkk), enfim, apenas perseguimos o lucro e o dinheiro para podermos ter as coisas que nos dão prazer ou conforto. Porém a questão vai além disso: A questão real é que fomos induzidos, condicionados, nosso cérebro foi lavado, para querermos e termos prazer com as coisas que custam dinheiro! Esse é o processo básico da Ideologia, uma das principais ferramentas do sistema. Marx disse algo como "Somente o homem livre dos bens do capitalismo poderia ser o agente da revolução contra o capitalismo" (claro que a frase não é exatamente essa, mas enfia a idéia de que vo buscar a certinha você sabe onde). Isso quer dizer que nós (e como "nós", refiro-me a mim e aos leitores do blog) não poderíamos nos revoltar contra o capitalismo, visto que já estamos *uns mais que outros* sob influência da Ideologia, e um regime não-capitalista iria nos impedir de ter as coisas que as grandes empresas nos vendem. Claro que o capitalismo se fundamenta em outros diversos pilares, como a mais-valia, mas hoje é sobre tecnologia que eu quero falar.


A função do avanço tecnológico dentro da Ideologia


Como você deve ter aprendido na escola, o capitalismo persegue mais e mais lucro (Master of The Obvious!!!!! \m/). Ainda assim, seria complicado que a sociedade não ficasse estagnada em seus bens caso não existisse o consumismo, então não haveria mais e mais lucro e sim uma quantidade de lucro igualmente estagnada. Por isso que a moda avança (isso e claro outros fatores que não têm tanto a ver com política), e que, PRINCIPALMENTE, surgem novas tecnologias. Se o seu PC é bom hoje, amanhã ele não será. O mesmo pode ser dito de seu video-game, celular, televisor, eletrodomésticos, enfim, de toda a tecnologia que você possui e pode possuir no futuro. Vi um rapaz na TV esses dias, rapaz que vai apresentar um programa sobre tecnologia, ser indagado a seguinte questão: "Você acha que a tecnologia está avançando rápido demais para a sociedade ou a sociedade é que é lenta?" Apesar da ridicularidade da pergunta em si (afinal, só há seres-humanos pensantes no mundo, nada de elfos, asari, vampiros ou quaisquer outras raças imortais que a ficção possa pensar), é de total importância a resposta dela e é nesse ponto que eu ainda chegarei ao final deste post.

A questão é que os problemas, alienação, etc que a tecnologia traz, vêm do processo de acúmulo de lucro necessário à manutenção do sistema capitalista. Então recapitulando, para que possamos encerrar:

Passo 1 - O sistema precisa de mais e mais lucro.

Passo 2 - Para lucrar, o sistema precisa da Ideologia, que acarreta no:

Passo 3 - O consumismo permanesce implantado na sociedade, mas o consumismo por si só não se sustenta então...

Passo 4 - Surge o avanço da tecnologia de forma desenfreada, de forma a realizar a manutenção do consumismo junto com outros fatores como a moda.

Passo 5 - A tecnologia aliena as pessoas e realiza a manutenção da Ideologia por si prórpria.

Passo final - O intelecto e o senso crítico das massas, o avanço tecnológico positivo, isto é, aquele que vem com a necessidade ("Precisa fruta, faz lança" nas palavras de um personagem fictício muito interessante) e mesmo a natureza e os recursos naturais, acabam prejudicados por tudo isso. O avanço da tecnologia não só cria pessoas que não se adaptam ao mundo, mas acarreta problemas como a devastação do planeta, regimes de semi-escravidão e trabalho infantil em fábricas, super-produção de lixo tecnológico, alienação das massas e prejuízo ao bem-estar psicológico e social, entre muitos outros.



Resumindo, com a resposta da perguntinha ridícula: A tecnologia avança rápido demais. Por quê? Porque é isso que o sistema quer. Por que ele quer? Pra gerar mais e mais lucro e ter cada vez mais poder pra pequenas minorias.

Espero que tenham gostado desse post. Sei que o tema é muito mais abrangente, mas enfim... Beijos e fiquem com DT, porque (é a melhor banda do mundo e...) em breve veremos Mike Mangini pilotando as baquetas. E por favor comentem! Se ninguém comenta, eu não tenho motivo nenhum pra escrever.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Arte, competição ou entretenimento? Minha concepção sobre os video-games

Quem me conhece, me conhece. Quem me conhece sabe o quanto eu gosto disso, ah, sabe sim... Puta que pariu. Mamãe pediu pra maneirar nos palavrões no blog, farei o possível.... Não.

Enfim, tô afim de falar um pouco sobre uma das minhas coisas favoritas: Video-game.

Eu costumo ter um certo preconceito com pessoas que não entendem muito, mas jogam, apesar de não ter nada contra quem afinal não joga... Apenas acreditar que essas pessoas não sabem o que tão perdendo.

Bom, video-game pra mim é sinônimo de 2 coisas: Violência e competição. Se não tem violência, tem que ter pelo menos competição, mas se só tem violência, então não é um jogo, é apenas violência sem sentido. Essa competição pode ser entre duas pessoas ou contra uma inteligência artificial previamente programada.

Enfim, o que importa é que... Heck, eu amo essa porra. De verdade. Tipo, pra mim video-game é arte. Indiscutivelmente! Tá, não indiscutivelmente, mas eu realmente acho que são. São entretenimento e competição, também, é claro!

Mas são também arte e são passíveis de análise, exigem dedicação e, principalmente, provocam reflexão! Aqui no Brasil, principalmente, video-games ainda são vistos como simples passatempos. O que na minha opinião, é inaceitável! Tipo, ninguém investe milhões de dólares na produção de um simples passatempo. Ninguém contrata equipes de pessoas formadas, ninguém contrata roteiristas, animadores, programadores, dubladores e mais uma infinidade de funções pra simples passatempos! Simples passatempos não contam estórias profundas e provocativas de reflexão. Simples passatempo não duram dezenas (centenas?!) de horas, não exigem estudo nem dedicação.

Eu não acho que jogar video-game seja arte, mas fazer é sim. E jogar é apreciar essa arte, como olhar uma pintura, ouvir uma música.

Um jogo é um mundo condicionado a um número de ações que podem ser tomadas, baseado no tipo de jogo. Eu em geral não gosto muito de jogos de esporte, eu prefiro jogos que contam estórias, que te transportam pra outro mundo de verdade, permitem viver uma aventura. Eu já chorei em finais de jogos e, sinceramente, acho que alguém que não choraria nas ocasiões que eu o fiz, é no mínimo insensível.

As pessoas não-gamers não têm idéia da grandiosidade de um bom jogo de video-game. Não têm NOÇÃO do que aquilo representa, do que aquilo é. Sinceramente, há músicas de jogos que eu acho superiores à todas as músicas que muita gente gosta, como essa aqui por exemplo:


(Pqp, Yoko Shimomura arregaça.)

E essa:



Enfim, acho que deu pra entender. Tipo, isso claro, além de personagens e dubladores apaixonantes.

As pessoas em sua maioria não compreendem como os video-games são foda. Pronto, simples assim. São complexos e interessantes, e têm pra todos os gostos. Eu tenho uma teoria que as pessoas que não jogam, não o fazem por preconceito, porque sinceramente...

Lembrando também que muitas pessoas dizem "Ah, não consigo, não tenho coordenação" ou qualquer coisa assim. Bem, isso é porque a pessoa tá tratando aquilo como um passa-tempo bobinho e não entende que requer horas de dedicação.

Enfim, vou encerrar aqui dizendo que pra mim video-games são arte sim; e são uma arte bastante injustiçada. u.u''

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Sai desse computador, o dia lá fora é lindo"

Fala sério, quem aqui já não ouviu isso ao ficar muito tempo nessa maravilhosa máquina que é o PC? Eu vou falar agora sobre o conceito "Internetológico" de ficar no computador, ou melhor, de ficar na Internet. Porque se você passa horas do seu dia no PC, com certeza ele tem Internet, senão você não passaria, ou pelo menos passaria uma quantidade menor de horas.

Agora vamos refletir um pouco sobre isso, e sobre planos geográficos e planos ideológicos. Quando você vai a um local, por exemplo, uma convenção de algo que você gosta, você está propício a encontrar pessoas que se identifiquem com você, e vice-versa. Você gosta de metal progressivo, você vai a um show do Dream Theater e terá 100% de chances de ver lá pessoas com esse mesmo gosto.

No entanto, as pessoas ainda querem que você que está no PC, saia mais. E sim, sair em plano físico, visitar amigos pessoalmente, comer com eles, trepar com eles, ótimo. No entanto, gostos, risadas, idéias, o seu teclado é um portal pra tudo isso. Pois a Internet não é um plano físico, mas é um plano geográficamente ideológico. É como se fosse um grande balada, ou melhor, um grande país, no qual a distância pelo plano físico não existe, somente pelo plano ideológico. Ou seja, na Internet, e só nela, são as idéias, os pensamentos, sentimentos, que separam as pessoas e não distâncias físicas. E por isso, são idéias, pensamentos, sentimentos que se entrelaçam que findam tais distâncias.

Eu repito aqui que não tô mandando ninguém morrer grudado no computador. O que eu tô dizendo é que as pessoas superestimam demais relações físicas e subestimam demais relações virtuais, enquanto, na verdade uma amizade (ou mesmo um amor?) virtual pode estar mais próxima de você do que pessoas que estão fisicamente próximas jamais estarão.

Eu sou exemplo vivo disso e sei que muita gente também é. Uma vez um truta me perguntou "Qual é a graça do orkut?" eu eu fiquei sem graça. Mas a graça do orkut, que hoje eu não consigo mais entrar com frequência, era pra mim as comunidades. Porque eram lugares em que se podia encontrar pessoas que gostam das mesmas coisas que você, eram (e são) como a convenção, como o show do DT que eu mencionei acima. Isso não basta pra ser legal? Não tenho vergonha de dizer que foi no orkut que eu conheci muita gente que hoje tem um lugar mais que especial no meu coração. E muitas dessas pessoas nunca cheguei a conhecer pessoalmente! E quando conheci, as que eu conheci, foi maravilhoso, incrível mesmo.

Todo mundo achava a idéia de pen-pals poética. Por que não acham poética a de amigos virtuais?

O dia lá fora É SIM lindo, mas aquele dia que enxerga-se na tela do PC também. Amigos virtuais não substituem amigos "de verdade", mas "amigos de verdade" não substituem amigos virtuais também, pois da mesma forma que alguém que você conhece pela Internet pode não lhe ser mais valioso que alguém que você conhece pessoalmente, alguém que você conhece pessoalmente pode não lhe ser mais valioso que alguém que você conhece da Internet.

Termino aqui meu texto. Obrigado por ler.

Beijos nas bochechas (lembram? HUAUHAUHA)
Fiquem com... Hum... Dexeupensar... Bah, fiquem com essa música da trilha sonora de Castlevania Curse of Darkness, porque esse jogo é uma merda, mas a trilha sonora é do caralho.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

NERDs.


Post importante o de hoje... Sim... Muito importante, muito! AH HA HA HA HA HA!!! <- vilão.

Brincadeiras à parte, não sei da onde surgiu a inspiração pra fazer esse post, mas vou apenas repetir nele algo que eu digo faz tempo.

Primeiramente, pense consigo mesmo... O que você, QUE ESTÁ LENDO, entende por "NERD"?

Opiniões variadas, agora, eu imagino. Já me chamaram muito de NERD na escola. Isso faz tempo, foi na época que eu era bom aluno =P No entanto, chamavam porque minhas notas e entendimento geral da matéria eram boas. Bem, seja qual for o conceito que você tem de NERD, posso garantir que o deles estava errado. Bom, já vi chamarem de NERD o pessoal que entende muito de computadores, de hacking, de Informática no geral. Tipo o Bill Gates jovem:


Now we're talking :P Porque o tio Bill (e sim, ele foi preso) faz o tipo que você, provavelmente pensou: Um jovem de óculos, geralmente com o grau alto, usando colarinho alto e roupa social.

Claro que mais detalhes poderiam ser adcionados à descrição nerd, como por exemplo a pochete, o resto da vestimenta social, o aparelho, até o patinete e o tênis branco. Botões bem abotoados (?) também, é claro, isso sem nos esquecer dos extremos da balança: Ou muito acima do peso, ou raquítico.

Movamo-nos para os gostos do NERD. Ele gosta de computadores, isso já sabemos, então ele é um entusiasta de tecnologia, com gadgets avançados, etc. Video-games, oh sim. Mas não quaisquer video-games. Jogos de aventura, ação complexa, estratégia, RPG (MMO e single)... OH SIM RPG! RPG de mesa também pode estar entre os gostos do NERD, que, por isso, deve sentir-se headbanger com uma camiseta do Rhapsody por aí, já entrando em seu gosto musical, que pode variar, mas ele gosta de de música clássica, ah ele gosta! Quadrinhos... Oh sim, os quadrinhos, que às vezes podem abranger aqueles vindos da Terra do Sol Nascente, junto de suas animações... Seriados também são a pegada do NERD, que pode gostar de seriados antigos também e.... PÁRA TUDO.

Eu gosto de tudo isso.

"Ah Yan, você não anda de patinete, não usa óculos [preciso usar], não tem o cabelinho do Bill Gates, não..."

É meu caro, poucos NERDs hoje em dia possuem essas características.

"Então como eu vou diferenciar na rua um idiota-bitolado-que-não-sai-de-casa-e-é-bom-em-matemática de um sujeito normal com o qual eu possa me relacionar?!??!! DDDD:"

É, você não vai. Sabe por que? Porque há um monte de NERDs que saem, vão pra balada, fazem sexo, bebem, fumam, usam drogas, trabalham, são de humanas, praticam esportes e/ou artes marciais, têm uma boa saúde física, são maus alunos, ET CETERA.

"OH MEU DEUS, ELES ESTÃO ENTRE NÓS!!"

Mais do que imagina. Então, por que não dar àquele cara que você descriminou por gostar de RPG tabletop (o de mesa), uma chance, cara garota? Então porque não ficar amigo dele, caro valentão? Quando você diz que algo é "coisa de NERD", tudo que você tá fazendo, é ROTULAR algo que alguém gosta e, olha, quem gosta e entende o que é um NERD (ou seja, entende que o conceito é tão abrangente que não quer dizer nada, apenas rotular um monte de coisa), vai ficar pouco se fodendo, quando você falar isso, então, trate de não perder seu tempo com isso e, até dar uma chance para aqueles quadrinhos, para aquele video-game que você só liga pra jogar futebol, para aquele filme de ficção científica. Quem sabe você não gosta? Quem sabe por trás daquele garoto que é fã de Xena, não tem uma pessoa que você adoraria conhecer? =P (se passou a impressão, peço desculpas, mas esse post não foi endereçado a ninguém em especial)

Finalizo o tópico dizendo:

Essa coisa de NERD, não existe mais. /fikdik

Agora a algumas considerações:

Primeiramente, me pediram pra fazer uma postagem sobre preconceito, mas eu não vou. Porque, apesar do fundamento de preconceito ser o mesmo, cada preconceito acontece por motivos diferentes e eu prefiro falar sobre um de cada vez.

"Segundamente", quero dizer que, apesar de falar sobre um de cada vez, prometo que minha próxima postagem não será sobre isso, como foram as últimas três.

Por fim, beijos em suas bundas e fiquem com um pouco de Vivaldi: