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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Filosofando a níveis viajados


Ia dar um nome mais convicto e sério para essa postagem, mas acredito que ela vai a níveis tão drogados e que sua filosofia é tão "de boteco", que não seria adequado. A verdade é que eu sequer sei direito sobre o que vou falar, mas vou digitar ouvindo o 1º concerto para piano em Mi menor de Chopin, então algo esdrúxulo não poderá sair, né? '-'

A questão que gostaria de abordar, é sobre a razão do Universo e apresentar alguns temas de discussão que filosofei. Não sou agnóstico, como disse tenho algum grau de crença em algumas coisas sobrenaturais e suas manifestações em plano físico. Também, por meio desta, quero falar um pouco sobre mim, pois não costumo fazê-lo muito por aqui.

Eu sempre quis morrer, desde criança. Não por mórbida depressão (salvo em algumas ocasiões), mas por um insaciável desejo de encontrar-me, face a face, com o sobrenatural; por uma vontade latente de saber qual das religiões estaria certa, seja qual fosse. Onde eu morava, havia uma mureta que ficava grudada à parede de uma casa. A casa, por sua vez, ficava ao lado de uma escada e se extendia até o fim desta. A casa era plana e a escada, obviamente, íngreme. Sendo assim, a casa era sustentada por um grande pilar no pé da escada. Eu, criança, me divertia diariamente em andar por aquela mureta (especialmente depois de jogar Prince of Persia hehe). Uma queda dali seria fatal. E por incontáveis vezes, senti-me tentado a saltar dali para o infinito. Não o fiz. Juro que não por falta de coragem, mas sim por medo de abandonar minha mamãe querida. Por medo das lágrimas que haveriam de rolar por sua face, caso eu o fizesse.

Essa vontade de cometer suicídio em nome do conhecimento daquilo que está normalmente fora dos limites científicos, perdura até hoje, mas não cogito a hipótese, pois sei que meu dia chegará. Tomara que demore, mas enfim, vamos ao que interessa.

Muitas pessoas acreditam que "agnóstico", significa estar em cima do muro, não acreditar nem deixar de acreditar, um meio termo entre o teísmo e o ateísmo. Eu mesmo utilizei o termo dessa forma durante muito tempo, mas ESTÁ ERRADO. Agnosticismo varia em vários graus, mas o principal fundamento dessa corrente de pensamento, é a crença de que, se o sobrenatural existe, está totalmente fora dos limites da razão. É eu acreditar que até eu ter meu encontro fatídico com o sobrenatural, eu não vou conhecê-lo por meio de religiões ou fenômenos.

Foi pensando sobre o agnosticismo (novamente lembrando que não sou agnóstico) que [pausa para tocar air violin] levantei a seguinte hipótese: E se o nosso raciocínio não for suficiente. Devo confessar que o meu pensamente assemelha-se um tanto ao do espiritismo Kardecista, mas há latentes diferenças, que não mencionarei. A idéia da hipótese é que, o ser humano ainda é um ser inutilmente racional. Que o raciocínio e o "poder" da mente humana ainda são fracos demais para conseguir uma compreensão do Universo. Baseando-se na teoria da evolução, basta observarmos a idade do Universo comparada à idade da raça humana e notar-se-há como ainda é jovem nossa espécie, em relação ao meio em que habita. [air piano agora] Sendo assim, o que nos garante que a evolução impulsionou nosso raciocínio ao limite? Nada! Se o raciocínio humano, isto é, a presença de pensamento e individualidade através da linguagem, surgiu a partir da evolução, é óbvio que este ainda não chegou ao seu limite, pois o homo-sapiens ainda é jovem a uma escala universal, mesmo a uma escala terrestre. Portanto, a questão com a qual comecei essa postagem em mente, foi a de que talvez nosso raciocínio, a tão mencionada razão humana, não seja suficiente para a compreensão do Universo.

Claro que é um pensamento clichê e batido, mas vale lembrar que se tem uma coisa que acredito, é na existência de vida inteligente fora do planeta Terra. E se essa vida inteligente está lá, talvez ela possua uma compreensão das coisas acima da que a nossa jamais possa chegar. Mesmo o conceito de vida, é tão vago que é impossível definir com total certeza o que é vida. Talvez a vida que exista lá fora seja tão diferente da nossa, que sequer a notamos quando a encontramos.
Isso tudo me leva a outra questão que pensei: E se o Universo for "Deus"? Espero que você, que está lendo, esteja familiarizado com o pensamento de Santo Agostinho sobre a causa-primordial. Se não estiver, useaporradogoogle.com.br porque não tô afim de resumir não.

O que pensei foi: "E se o Universo for a própria causa primordial?" Se o Universo se auto-cria e, dele, surge um pensamento racional primordial (lembrando que Deus, se existir, NÃO é perfeito, ao meu ver das coisas), então ele pode sim ser chamado de "Deus", não? Claro que não podemos compreender como o Universo poderia se auto-criar, ou o que haveria de existir anterior a ele (nada, visto ele ser a própria causa), mas não deixa de ser uma hipótese, um debate interessante a ser tomado, não?

Gostaria de lembrar a todos que lêem meu blog, que o meu objetivo aqui não é ditar idéias, mas sim provocar a reflexão. Não quero que tomem como verdade absoluta tudo que escrevo aqui, porque nem eu o faço. Quero, sim, que o que eu pensar (e escrever aqui), leve você, que lê a pensar. Propor debates e jornadas mentais que você que lê possa ter em grupo ou consigo mesmo. Meu objetivo é levantar questões e nunca resolvê-las. Claro que há o objetivo secundário, que é desabafar algumas coisas que eu penso, mas enfim, é isso.

Espero que tenham curtido, fiquem com o 1º movimento dessa maravilha tesuda e passem bem! =D

terça-feira, 8 de março de 2011

A orientação sexual e minha opinião sobre sua construção e impactos dentro da sociedade

Olá a todos. A postagem de hoje é séria, portanto vou evitar as habituais piadas e palavrões que geralmente decoram meus textos aqui postados. Como já pode ser notado, adotarei também um linguajar mais rebuscado, buscando auxiliar à completa compreensão do texto, assim como minha expressão através dele.

Comecemos então, com esta que deverá ser uma das mais polêmicas publicações até então.

Orientação Sexual, de acordo com definições encontradas online, dicionários, entre outras coisas, descreve um padrão de atração emocional, romântica ou sexual para com homens, mulheres, ambos, nenhum ou outro gênero. É, no linguajar simples e direto, o que chamamos de Homossexual, Bissexual, Heterossexual, etc.

E aqui hoje vou falar sobre minhas concepções, opiniões e conhecimentos sobre o assunto, buscando um olhar imparcial – ainda que, como estamos todos sob influência de nosso âmbito social e dos estudos que realizamos anteriormente à escrita, um olhar completamente imparcial seja impossível.

Alertas prévios:

Antes que de fato comece a escrever sobre o tema, sinto-me na obrigação de alertar que de forma alguma me considero sociólogo, filósofo, psicólogo, biólogo, ou bastante estudado em qualquer outra ciência que eu venha a abordar mais a frente. Porém também acho importante lembrar que não é necessário ser um matemático para realizar uma equação de terceiro grau. Também acho importante o aviso de que com o texto que digito no momento, não pretendo de forma alguma ofender, descriminar e/ou julgar qualquer grupo social, portanto se ao chegar ao fim das linhas, você se sinta assim, nada posso fazer. Por fim, digo que o texto é pessoal, logo nada que direi aqui estarei afirmando como a verdade absoluta, apenas minha humilde e sincera opinião, baseada em estudos e ciências que a mim fazem sentido. Agora vamos começar.

Refleti durante vários minutos sobre por onde deveria começar o texto e cheguei finalmente a uma pergunta inicial: O que define a orientação sexual de uma pessoa? Em minha humilde opinião, a orientação sexual é, antes de qualquer outra coisa, definida por fatores sociais e psicológicos e é com esses fatores que pretendo trabalhar pelo resto do texto, deixando, talvez, a biologia um pouco de lado, pelo menos para o começo.

É claro que existem, sim, argumentos biológicos para tanto a descriminação quanto para a justificação das orientações sexuais que sofrem a maior parte da descriminação da sociedade, isto é, aquelas que definem um padrão de comportamento romântico, sexual ou emocional para com o mesmo sexo, no entanto, humildemente devo assumir que não tenho o estudo necessário para trabalhar meu pensamento com (ou contra) tais argumentos. Dessa forma, meu texto tornar-se-ia uma verdadeira bagunça caso eu tentasse incorporá-los em meio à minha forma de pensar o polêmico tema.

Mas então que fatores sociais e psicológicos seriam estes? Fatores culturais, eu assumo. Partilho da opinião filosófica de que o ser humano não se encaixa, naturalmente, em nenhuma das orientações que conhecemos, pois imagino um homem primitivo: Este visa apenas seu instinto, sua reprodução e o prazer o qual o instinto lhe compele a buscar. Há argumentos, é claro, de que o ser humano seja naturalmente heterossexual, assim como há argumentos de que ele seja naturalmente bissexual, porém como mencionei acima, discordo de ambos em função do exemplo já mencionado. Necessito então de outra pergunta retórica em vista que possa progredir com meu raciocínio: Pelo que, então, sentimos atração? Eu particularmente modificaria essa pergunta e a direcionaria ao leitor de meu texto: Pelo que você sente atração? De certo, se várias pessoas lerem este escrito, serão obtidas várias respostas diferentes. Afinal, uns ou umas gostam de mulheres louras, morenas, que vestem roupas de alto custo, que vestem roupas decotadas, que não vestem nenhuma roupa... Ou talvez de pessoas gordas, magras ou musculosas, ou com traços asiáticos, de pele negra, morena, pálida, que usam óculos, que entendem de matemática, jogos, filosofia, sexo, que têm poder sócio-econômico e/ou político, entre outras centenas de milhões de características e/ou combinações destas que podem levar Alberto a sentir-se atraído por Luciana, por José, por ambos, ou ainda pela torneira de seu banheiro. A questão é que, salvo exceções, a meu ver não nos sentimos atraídos por sexo X, mas sim por um conjunto de características culturais pertencentes ao sexo masculino, feminino, ou ambos.

Todavia, muitos homens, mesmo sentindo-se demasiado atraídos por uma mulher em especial, jamais teriam um romance, ou mesmo quaisquer relações de cunho sexual, ao descobrirem que tal mulher na verdade modificou seu sexo ao longo da vida, tendo previamente sido um homem. Mas por que se esta satisfaria todos os fatores que eles precisariam para que pudessem ter com ela quaisquer relações sexuais ou afetivas? A resposta reside em outra série de características, que desta vez eliminariam a atração, sendo que podem ser exatamente aquelas mesmas que a criariam em outra pessoa, estando “Não ter nascido mulher” entre elas. Afinal, dentro dos conceitos do personagem aqui imaginado, ali não há uma mulher de verdade e sim algo pelo qual ele não sente nenhuma atração, ou talvez sinta, no entanto sua moral o compele a acreditar que é errado estar com tal pessoa, entre outras centenas de motivações possíveis para que seu sexo NÃO se oriente a ela.

Dentro da questão moral, aliás, podemos abordar uma série de questões também culturais, como o senso comum, o senso de formação da família tradicional e criação de filhos, a religião, entre outros fatores que se exprimem dentro da cultura de absolutamente todas as sociedades humanas. Tais fatores podem levar a diversas atitudes tanto em relação à própria, quanto em relação à orientação sexual alheia. O ser dentro da sociedade (e o conceito de orientação sexual só faz sentido ao ser colocado num âmbito social) pode sentir-se orgulhoso de sua orientação, seja porque acredita que aquilo é o certo, seja porque aquilo é uma forma de se auto-afirmar contra a discriminação que sofre; pode sentir-se errado e reprimi-la; pode descriminar a alheia, porque no fundo ele sente a mesma coisa, mas tem inveja do simples fato de que o próximo a expressa publicamente e ele, acreditando ser errado, imoral, ou uma série de fatores, não o faz... Dentre muitas outras situações que assumir – ou não assumir publicamente – uma orientação sexual podem ter dentro de um meio social.

Agora utilizemos de algumas exemplificações e explicações mais diretas: Pensemos num homem gay. Vamos chamá-lo de Alejandro. Alejandro veste-se com roupas e adota comportamentos que mostram a qualquer um que o veja de longe, qual sua orientação. Por que Alejandro faz isso? A meu ver, nosso personagem precisa desesperadamente se auto-afirmar dentro da sociedade, graças ao fato de essa descriminá-lo. Ou também pode ser que seja apenas um fator cultural gay – do qual eu acredito que a raiz seja a que descrevi – e que, após o convívio com outros homens também gays, Alejandro passou a, inconscientemente, mimetizar seus comportamentos. Pode até ser algum terceiro fator o qual não consigo pensar no momento, ou ainda um misto de todos estes. Alejandro sente-se atraído por homens musculosos, de cabelo curto e voz grave e profunda, talvez porque tais características exprimam a masculinidade para Alejandro, de forma que ele, por um fator – agora sim, chegamos ao ponto que até eu temia – talvez biológico, talvez psicológico, seja o que ele busca. Alejandro é homossexual, pois se interessa apenas por homens, no entanto ele busca as características que para ele definem um homem. Ou talvez não, de certa forma ele pode apenas buscar tais características, pois para ele elas representam poder, ou proteção. Mas vamos assumir que, no caso de nosso personagem, é devido a tudo isso representar a masculinidade, de fato.

No entanto, nem todos somos como Alejandro. Muitos de nós nos atraímos apenas por fatores os quais nos atraímos, sem descriminar se tais fatores provêm de um homem ou de uma mulher. Outros de nós somos capazes de abrir uma exceção a nossa normal orientação, visto alguma pessoa cumprir quesitos especiais, que muitas vezes nem sequer nós sabemos quais são.

Se a orientação sexual é um fator primariamente cultural, então ela não pode ser fixa. Ao longo da História, muitos estudiosos – dentre eles os mais famosos sendo Alfred Kinsey e Fritz Klein -, com a ajuda de pesquisas científicas e estudos baseados em dados de massa, afirmaram que a sexualidade – ou orientação sexual – não seria um fator fixo, como pensamos, mas sim móvel, modificando-se ao longo do tempo. De certo concordo com isso, já que nossa cultura está em constante mutação ao longo da vida. Um fator interessante é que ambos os estudiosos que citei acreditavam em uma espécie de progressão da sexualidade – apesar de que “progressão” não acredito ser a palavra certa. Essa progressão, no caso de Alfred Kinsey, começaria em 0 (completamente heterossexual) e terminaria em 6 (completamente homossexual), sendo 3 o “meio-termo”(bissexual, igual em relação a ambos os sexos). O trabalho de Klein, no entanto, aprofunda-se mais nesse caso, tratando de 7 níveis e trabalhando com a forma como a orientação seguir-se-á ao longo da vida do indivíduo. Portanto, assumo que um indivíduo de forma alguma nasça com sua orientação sexual, mas desenvolva-a ao longo de sua vida, ainda que fatores biológicos e de sua socialização primária (em especial nos primeiros três anos de vida) tenham papel fundamental em sua formação.

Atualmente é fácil observar na juventude um fenômeno de demasiados jovens bissexuais, ou que pelo menos assim assumem-se. Deixemos de lado expressões pejorativas usadas por grupos radicais (como “BUG”) e tratemos dessa questão mais imparcialmente. Antes de qualquer coisa é importante salientar que a adolescência é o período da vida em que a sexualidade – seja lá como se oriente – está mais latente do que nunca, assim como é onde o convívio com o mundo exterior e culturas diferentes se torna muito maior, despertando assim a curiosidade. Combinados esses dois fatores, mais a sociedade relativamente liberal do século XXI, já temos material suficiente para justificar tal fenômeno sem afirmar que os jovens buscam atenção, ou algo assim. No entanto, ao menos na forma como vejo as coisas, em muitos dos casos é realmente essa busca por atenção que acontece. No entanto há outra série de fatores. Talvez a carência, ou no caso das meninas a busca por atenção do sexo oposto, talvez a necessidade de colocar-se contra os padrões sociais em vista de uma formação psicológica rebelde, entre outras muitas situações possíveis. Todavia, vamos nos ater à primeira justificativa que apresentei, sendo esta: A combinação de uma sexualidade e curiosidade latentes a uma sociedade um tanto mais liberal que aquela do passado.

Partindo desse ponto, vou apresentar minha teoria, pois convivo intimamente com duas pessoas que se enquadram nesta categoria talvez moderna – ou talvez não – da bissexualidade. Meu pensamento é de que, voltemos a quando mencionei os homens que, ao descobrirem que uma mulher havia nascido homem, a deixariam imediatamente? Isso em vista de um fator negativo fortíssimo para eles, o “não ter nascido mulher” ou “ter nascido homem” que na mente de nosso grupo de homens seria o mesmo que “não ser mulher” ou “ser homem.” A questão é que, graças a série de fatores da adolescência contemporânea que mencionei, tal ponto negativo deixa de existir, permanecendo apenas o “ser mulher” e “ser homem” como pontos positivos e não negativos. Graças a isso surge, além de uma atração pelo sexo oposto (no caso de pessoas predominantemente heterossexuais que assumem tal postura bissexual) ou pelo mesmo sexo (no caso de homossexuais na mesma situação), uma falta de aversão pelo sexo pelo qual tal pessoa não se sente atraída, dessa forma ela pode ceder a estímulos sentimentais, como apaixonar-se, ou a estímulos físicos, como ter relações sexuais com uma pessoa de um sexo pelo qual não se sentiria normalmente atraída, apenas pelo prazer sensorial proporcionado pela relação. Graças ao convívio com isso e com essas idéias e, acreditando-se bissexual, tal jovem passa a realmente sentir atração por ambos os sexos, porém mantendo um deles como sua atração predominante.

Outro ponto para o qual gostaria de chamar à atenção é da necessidade de provar-se como válido para seu círculo social que uma enorme quantidade de pessoas possui. Graças a isso, muitos desses indivíduos, acredito eu, reprimem sua verdadeira orientação sexual ou mantém a mesma em segredo para garantir o respeito daqueles que o cercam. Isso também é outro fator que influencia na demasiada quantidade de jovens bissexuais no século XXI.

Por hoje, finalizo meu texto sobre as orientações sexuais variadas e sua formação dentro da sociedade contemporânea. Espero que tenham aproveitado a leitura e que tenha causado pelo menos um pouco de reflexão.

Obs.: Gostaria de atestar que me posiciono absolutamente CONTRA as comuns descriminações contra pessoas que, voluntaria ou involuntariamente adotam comportamentos que as dão identidades sociais relacionadas à orientação sexual diferentes de “heterossexual”, pois graças aos fatores que acima escrevi, acredito que tais descriminações e julgamentos são demasiado equivocados.

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Meu amigo Hel me cobrou escrever no blog, então bati esse texto aqui... Agora são 6:13, mas tôbem desde umas 3:30 digitando, refazendo, etc. Espero que tenha ficado bom ae gente. Desculpa a falta de imagens, mas o texto puro deve permanecer imaculado. ( O que significa que eu tô com preguiça de buscar imagens legais pra pôr aqui).

Beijos e fiquem com... Hum... Roda Morta. Roda Morta rula. Sérgio Sampaio rula. Zeca Baleiro rula.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

6 Dicas do Yan pra escrever sem parecer um acéfalo

Olá a todos. Antes de começar esse texto, eu queria dizer que eu em hipótese alguma me considero um bom escritor, porém, a gente faz o que pode. Além disso, gostaria de, ao invés de convidar, PEDIR que alguém decida se unir ao blog, fazendo um favor. Porque não dá, eu não consigo criar textos decentes com pouco intervalo de tempo. Pois bem, vamos ao que interessa.

Durante muito tempo, eu fui membro ativo da comunidade "O Livro dos Contos" no Orkut, onde qualquer um podia escrever algo e postar lá. Vendo isso, somado à experiência com leitura e escrita que tenho, e com o aprendizado que tive com os próprios erros, gostaria de tentar ajudar aqueles que escrevem no grande mundo da literatura independente, com algumas dicas. De escritor amador pra escritor amador.

Pois bem... Here we go. Lembrando que essas dicas podem ser ignoradas se você escrever incrivelmente bem.

DICA 1:

Livro não é anime, nem filme de ação. Você quer escrever uma estória com ação, legal, mas tome muito cuidado: Descrever golpe por golpe, movimento por movimento, vai fazer parecer o Scooby Loo, naquelas tipo "Daí eu dou uma de esquerda e uma de direita e...!!" Isso não é legal. Coreografia num filme é bom, num livro, vão apenas ser um bando de descrições cansativas. Não tô dizendo que não pode ter ação, só tô dizendo que é melhor não descrevê-la literalmente. Focar nos sentimentos dos personagens, por exemplo, é uma escolha um pouco mais sábia, penso eu.

DICA 2:

Só porque você leu X e ficou inspirado, não significa que você possa escrever X. Principalmente se você não escreve tão bem quanto o autor da obra que você leu, e isso ocorre facilmente. Você leu O Senhor dos Anéis, ok. Isso não te dá o direito de sair inventando seu próprio mundo medieval com uma estória IGUALZINHA, só trocando elementos substanciais (por exemplo, ao invés de um anel, ser um amuleto) e mudando um pouquinho as coisas que você não gostou.

DICA 3:

Leia. Não escreve bem, leia. E leia mais. E mais. E mais. Quando tiver certeza que leu o suficiente e pode escrever agora, aí você lê mais.

DICA 4:

Não crie estórias previsíveis e pobres de conteúdo, como as que mencionei aqui. Legal, aí aquela moça nova na cidade conheceu um garoto super legal e fofo e então eles vão passar por algumas coisas até se apaixonarem e por fim o amor deles vai superar os problemas?! Existem umas 6094650326094632046320649063209 estórias assim, então se você tava pensando em escrever algo assim, pega sua estória e ENFIA NO... Lixo.

DICA 5:

Foque no lado ideológico, sentimental, abstrato da obra. Uma narrativa puramente física dificilmente vai prender.

DICA 6:

Tenha auto-senso crítico. Não adianta escrever algo e dizer "Putz fiz algo muito foda" se só você e sua mãe acham isso. Procure opiniões, e não se abale quando alguém disser que está uma merda, principalmente se todo mundo fizer isso.

Claro que tudo isso é pra se você for escrever ficção. E fiquem com Alecrim, alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeadooo (8' HAUHAUHAU


sexta-feira, 23 de julho de 2010

"[...] Because tonight, we dine in Hell!!"

Conjugandoooo!!!!

"Eu epicwineio, tu epcwineias, ele epicwineia. Nós epicwineiamos, vós epicwineais, eles epicwineiam."

Sobre o épico. Do épico, para o épico. Épico, não?

Não, caros não vou me aprofundar aqui num estudo da literatura épica e nem contar sobre suas origens, oh não.

Eu vo falar é o que eu penso, porra.

Pois bem, eu tava conversando outro dia e muita coisa que eu gosto, pessoas dizem "Ah Yan, mas isso é clichê. Ah Yan, isso sucks. Ah Yan, vai ler/ver/jogar algo melhor." E essas pessoas podem até estar certas, mas eu sempre tenho uma carta na manga: "Ah mas esse jogo/filme/livro/etc é épico!!!"

Porque é mesmo. Dragon Age é épico, porra.

Eu to curtindo muito mais Dragon Age do que jamais pirei em Guilty Gear. Mas baseando-se no conceito de análise baseada em modelo, eu posso dizer com certeza que, sem dúvida, GG é um jogo de luta muito melhor que DA é um RPG americano.

Como, então, eu to curtindo mais DA?! Simples. Porque é épico. Porque te envolve, tem feitos, afeições, que culminam em uma batalha final e acontecimentos - surpreendentes! - finais épicos. De dar lágrimas nos olhos.


Envolve mais porque é épico, é épico porque envolve mais. É assim que eu vejo. (E sejamos sinceros, poucas coisas são mais épicas do que discursos para o exército antes da batalha final)

Mas o que faz uma coisa épica pra mim?

Eu não sei dizer, mas sei dizer quando ela foi, oh sim. Poxa vida, quando algo é épico, esse algo nos traz aquela sensação de vazio quando acaba. Aquela sensação de "EPIC", porque é a palavra perfeita pra descrever algo que não tem descrição.

Eu sou rígido quanto à qualidade das coisas, e, se for ruim, eu faço de tudo pra não gostar. Mas se tem uma coisa que me faz cair por terra, é a "Epicness"

Quantas vezes as pessoas que conversam comigo já não ouviram eu falar algo como "Não gosto de pop, mas gosto de Lady GaGa, porque ela faz um pop ÉPICO." Pois é, eis a questão. Fiquem com uma música épica, da trilha sonora do western-spaghetti "O Bom, o Velho e o Feio":




Post pequeno, may the Maker watch over us all. except for islamic people.